Desenvolvimento da Fala e da Linguagem

Mamães toda hora, como estão? Espero que muito bem!

Bom, esta semana convidei a fonoaudióloga Érica Cimadon para nos orientar em relação à fala e a linguagem dos nossos pimpolhos.

Esse assunto ronda a minha casa desde o momento em que o Léo começou a balbuciar (por volta dos sete meses), mas a partir daí não percebi muita evolução. Ele entende tudo, sabe tudo, mas insiste em apontar e emitir sons para o que quer. Por mais que eu insista antes de entregar o que ele solicita, percebo que minha ansiedade acaba atrapalhando no tempo dele.

Desta forma, Érica faz uma abordagem sobre o desenvolvimento da fala e da linguagem visto que muitos pais a procuram para saber o que é esperado em cada etapa do desenvolvimento. Boa leitura!!!!

A linguagem se refere à capacidade de se comunicar, de compreender e ser compreendido e é através da fala que transmitimos nossas ideias. Apesar das primeiras palavras aparecerem por volta dos 12 meses, a aquisição da linguagem inicia-se a partir do nascimento, através dos primeiros contatos do bebê com mundo, por meio da interação com o meio e as pessoas ao seu redor.

Inicialmente, o bebê passa grande parte do tempo dormindo  e os sons ao seu redor não lhe tem muito significado, com o passar do tempo, a criança começa a ficar mais alerta e sua indiferença aos sons começa a dar lugar a atenção e reconhecimento auditivo. Assim, os sons começam a fazer sentido para o bebê de acordo com os significados que os adultos dão a eles.  Daí a importância de pais e cuidadores conversem com seus bebês desde muito cedo. Mesmo sem saber falar, esses estímulos externos farão toda a diferença no desenvolvimento da fala.

Com o tempo a criança descobre que também é capaz de produzir sons, este processo é chamado de balbucio. Os adultos, ao ouvirem essas tentativas de fala do bebê tendem a dar significado a esses sons, e desta forma, o bebê percebe que as pessoas ao seu redor usam uma forma de comunicação e assim, seu padrão de fala vai ficando cada vez melhor.  Nesta fase, é importante que a criança seja estimulada a falar e que os adultos ofereçam somente o modelo correto de fala. Falar errado ou usando voz infantilizada pode contribuir para que a criança apresente dificuldades na aquisição da linguagem, trocas de letras e até mesmo atraso para falar.

A aquisição da fala segue uma série de etapas de ordem crescente, porém, pode apresentar ritmos de progressão variável, ou seja, é estipulado para idade cronológica certo  desenvolvimento, entretanto, algumas interferências podem atrasar  esse processo e a criança permanecer mais tempo do que esperado na mesma fase. O contrario também pode ocorrer crianças podem nos surpreender ao demonstrarem habilidade na aquisição da linguagem.

De acordo com o processo normal do desenvolvimento, a linguagem obedece as seguintes etapas:

2 meses de Idade: o bebê já distingue os sons da fala (entonação, ritmo, tom, etc.)

3 meses de  Idade: Direciona a cabeça para a voz quando pronunciada, emite respostas vocais à fala de outros e começa a balbuciar.

6 meses de Idade: Começa a imitar os sonos feitos por outras pessoas e suas produções linguísticas lhe dão prazer.

9 meses de Idade: Começa a transmitir significado pela entonação, usando padrões que se assemelham aos dos adultos.  A criança demonstra intenção comunicativa, respondendo com balbucios às conversas iniciadas pelos adultos.

12 meses de Idade: Começa a desenvolver vocabulário, já compreende palavras familiares e controla melhor suas vocalizações.

18 meses de Idade: Consegue produzir frases com duas palavras.

24 meses de Idade: O vocabulário expande rapidamente. Nomeia os objetos mais comuns. Inicia as primeiras flexões para o uso de plural, negações e interrogações.

36 meses de Idade: Possui um vocabulário de cerca de 900 a 1.000 palavras. Constrói frases simples com 3 a 4 palavras.

4 anos de Idade: A criança faz muitas perguntas e as sentenças ficam mais complexas. Já se mostra criativa para fazer uso da língua que aprendeu. É comum apresentar erros na flexão dos verbos irregulares (ao invés de eu escovei os dentes, podem falar eu escovi os dentes).

É importante lembrar que alguns fatores podem interferir no desenvolvimento da fala, como: perdas auditivas, infecções de ouvido frequentes, alterações nos órgãos fono articulatórios (lábios, língua, dentes), síndromes genéticas, deficiências intelectuais, super proteção dos pais e pouca estimulação.

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erica

Érica Cimadon é fonoaudióloga, especialista em neuropsicologia pela UFRGS, com aperfeiçoamentos em processamento auditivo. Atua com atendimentos a crianças nas áreas de linguagem e aprendizagem há 7 anos na Clínica Jeito de Ser e mamãe do Mateus, de 1 ano. “Ter um filho é muito mais que uma especialização… nos permite nos colocar no lugar das famílias que buscam ajuda para seus pequenos, tendo um olhar profissional, mas acima de tudo, mais  humano…”

 

Comentários (2)

  1. Angélica Carlet

    Muito interessante! Obrigada pelo texto Karine e Erica. Bjs

    Reply
    1. Karine Callegari

      Olá Angélica!
      Obrigada!
      Que possamos sempre contribuir cada vez mais!
      Um beijo grande

      Reply

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