Papai Toda Hora – A Estreia !!!

Olá mamães toda hora!!!

É com grande satisfação que iniciamos a nossa participação no blog, com a visão masculina em alguns dos assuntos abordados por aqui, confirmando que para cada mamãe toda hora sempre tem um papai toda hora também…

Neste espaço teremos contribuições de outros papais toda hora que irão compartilhar suas aprendizagens nestes momentos de transformação da família, seja com a chegada do(s) seu(s) bebê(s) ou, com o constante desenvolvimento dele(s) em suas atividades e descobertas diárias!

Para que vocês tenham uma ideia do quanto iremos contribuir, lembramos que a divisão de espaço e opiniões será, mais ou menos, como a divisão de um guarda roupas, ou de um closet, entre marido e mulher…

Um beijo bem grandão para vocês! Esperamos que gostem deste nosso cantinho e desejamos uma boa leitura!!!

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O Papel do Papai (Toda Hora)

Mesmo que não haja uma ligação umbilical durante um período da vida entre o pai e seu(s) filho(s) como ocorre com as mamães, por exemplo, o papai tem uma importância muito grande no desenvolvimento das crianças.

A participação do pai deverá ser no sentido da criação de um vínculo capaz de demonstrar à criança que existe mais alguém confiável, além de sua mãe. Outras responsabilidades que poderíamos citar são a de repassar apoio, segurança e valores, tanto à mamãe, quanto a criança.

Acredito que se eu fosse resumir todos os papeis que um pai deve exercer a partir da chegada de uma criança em apenas uma palavra, a palavra escolhida seria afeto.

Porque mesmo que tenhamos sido criados para ser valentes, destemidos e machões, não há como ser um bom pai sem demonstrar este sentimento de imenso carinho que se tem por alguém, neste caso, com a mamãe e a com a criança.

Outro ponto é a questão da participação do papai nos momentos diários da família. Por exemplo, auxiliando naquelas tarefas cotidianas, buscando dividir o “fardo” que a mamãe insiste, algumas vezes, em carregar sozinha.

O legal seria o casal descobrir junto quais as tarefas que o papai consegue desempenhar (digamos: a contento; na ótica da mamãe – já que nunca fazemos as coisas tão bem quanto ela faria) para que ambos fiquem despreocupados com os resultados que possam acontecer na medida em que o papai se propõe a contribuir.

Bom, aqui temos dois pontos interessantes que, normalmente, geram a reclamação geral das mamães: a demonstração de afeto (seja público, ou não) e as “habilidades” que os papais tem na condução das tarefas cotidianas de uma casa que tenha filho(s). Minha amiga Karine costuma dizer: “Ninguém dá aquilo que não tem…”.

Desta maneira, sempre acreditei que são as mamães (principalmente as dos meninos) aquelas que tem as melhores condições de “salvar” seus filhos, evitando que venham a repetir os “erros” que seus maridos cometem.

Erros, tais como: não lavar a louça, não arrumar sua(s) bagunça(s), não limpar a casa, não lavar roupa, não passar roupa, não demonstrar carinho e afeto, não ajudar em nada, e por aí vai… (acredito que vocês tenham muitos mais para acrescentar nesta lista)…

Puxa, agora notei quantos nãos existem nesta lista… enfim… Cuidado mamães!!!

Vejam que se trata de uma questão bem simples, porque vocês poderão ensiná-los como fazer as tarefas (bem feitas) e poupar muita dor de cabeça para sua futura nora.

Basta apenas ensinar para seu(s) filho(s) a importância da divisão de tarefas e responsabilidades, bem como esclarecê-los quanto aos papeis que um homem e uma mulher devem ter numa relação conjugal com ou sem filho(s).

Por favor, não sejam aquelas mamães que fazem tudo para seu(s) filho(s). E quando falo tudo, quero dizer tudo mesmo!!!

Protegendo-o do mundo, colocando-o num pedestal ou numa redoma de vidro, mastigando sua comida e dando na boca, arrumando a(s) sua(s) bagunça(s), recolhendo sua(s) sujeira(s)… pois desta forma vocês estarão criando um “monstro” que passará o resto da vida com vontade de morar na casa da mamãe, pois ela sempre fez tudo por ele… e terá grandes dificuldades em encontrar uma namorada, ou esposa, que “aguente” estes mimos…

Sempre tive a referência de meu pai auxiliando minha mãe nas tarefas da casa e, obviamente que estes momentos influenciaram diretamente na maneira como eu enxergo a paternidade e como tento exercê-la na minha casa. Outro fator que contribuiu para isto foi o contato que tive com bebês e crianças em praticamente toda a minha vida, pois, fui adotado na época da “síndrome do ninho vazio”, ou seja, meus irmãos já tinham saído de casa e meus pais estavam sozinhos (só pra constar em ata, tenho um irmão e uma “irmãe” eles tem treze e dezesseis anos de idade a mais que eu, respectivamente).

Assim sendo, meu primeiro sobrinho nasceu quando eu estava com oito anos de idade, e o último nasceu quando eu tinha vinte e três anos.  Fazendo umas continhas básicas, foram sete sobrinhos em quinze anos, o que dá um novo contato com um bebê recém-nascido a cada dois anos, aproximadamente. Acho que foi um bom treino, não é mesmo?

Acabei me acostumando e participando das rotinas de uma família que tinha bebê(s), seja ele o primeiro(a), o segundo ou até o terceiro… Por isso sempre consegui auxiliar minha esposa nas tarefas de casa e com as (divertidas) atividades que as crianças exigem da gente. Confesso que, talvez, não as tenha executado como minha esposa esperava, mas certamente foram feitas com esforço, empenho e muito carinho. E é isso que queremos de vocês, mamães! Por favor, tenham menos preocupações com a forma como fazemos estas tarefas, apoiem e confiem em nosso trabalho que, na maioria das vezes, é bem desajeitado, mas no final das contas também atinge o resultado esperado.

E o propósito deste espaço, que é exatamente o motivo pelo qual o blog foi criado, é o de compartilhar experiências e boas práticas que tornem a vida do casal mais fácil em relação às dúvidas e cuidados que devemos ter com nossas crianças. Assim, fiquem muito à vontade em nos contatar para auxiliá-las no que for possível, com uma visão masculina para os mesmos problemas que vocês possam estar vivenciando.

Outros papais toda hora irão nos auxiliar, contando suas experiências e como resolveram os problemas que apareceram.

Bem, acho que para um primeiro bate papo já está bom… tinha mais coisa para escrever, mas deixemos para futuros post então… não podemos “espichar” muito o texto…afinal, aqui somos apenas coadjuvantes!!

Um beijo bem grande para todas vocês e até o próximo post do papai toda hora.

Leandro

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Leandro Boeira é matemático e professor, com mestrado em Engenharia de Produção. Adora ensinar matemática de uma forma com que as pessoas entendam o porquê das coisas. Também é pai do Pedro Henrique (7 anos) e da Isadora (3 anos). “Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.” Pv. 22.6

 

 

 

 

 

Comentários (10)

  1. Augusto José de Sá Campello

    Boa tarde, Mamães e agora aos Papais toda hora.

    Já sou avô. O que poderia ser considerado mais fácil. Não , não é. Avôs e Avós , na minha experiência, devem ter muito mais cuidado no que fazem e dizem quando do convício com netos(as) Noras e Genros , Filhos e Filhas.

    A relação primeira é entre os Pais e os Filhos. Avós entram como figuras importantes mas um tanto periféricas.

    Conversas . Muita conversa. Uma arte que tende a ser meio esquecida nestes tempos rápidos e em mutação. E , marcar com doçura , com afeto , limites , tanto para filhos(as) , genros e noras como para o que podem e não podem os avós.

    Um abraço , A José

    Reply
    1. Karine Callegari

      Olá Sr. Augusto! Que satisfação receber sua mensagem. Confessamos que não estávamos esperando que o primeiro comentário fosse masculino e adoramos a sua contribuição. A sua contribuição nos fez pensar em criarmos um cantinho para os avós toda hora…
      Concordamos com o senhor, o diálogo sempre está em primeiro lugar! Ele que norteia nossas relações.
      Muito obrigada!
      Sinta-se sempre a vontade para contribuir.

      Reply
  2. Samanta

    Adorei! simplesmente adorei! muito bom ler o “outro lado”! Parabéns!

    Reply
    1. Karine Callegari

      Olá Sá…
      Que bom que gostaste. Teremos muito mais contribuições dos papais no blog.
      Obrigada…
      Mil beijos

      Reply
  3. Andrea

    Sou a esposa do papai Leandro, e agradeço a Deus pelo meu marido.
    Certamente é mais fácil exercer o papel de mãe com o apoio de um pai presente e dedicado, que divide TODAS as tarefas comigo.

    Reply
    1. Karine Callegari

      Olá Déia!!!
      De fato é uma benção enorme quando, além de maridos, temos um companheiro para todas as horas e todas as jornadas.
      Parabéns pela família e pela forma como educam seus filhos e conduzem essa relação familiar.
      Vocês são um exemplo pra mim. Minha admiração por vocês cresce a cada dia.
      Obrigada pela contribuição.
      Um beijo grande

      Reply
  4. Suzi

    Oi, adorei tuas palavras. Como “irmãe” tenho muito orgulho de ver o maravilhoso pai e esposo que te tornastes. Sei bem o exemplo que tivemos e, quando ouvia falar a respeito do “pai moderno”, achava muito estranho: os pais não participam sempre??? O nosso sempre é muito presente e participativo(e lá se vão mais de 50 anos!!), assim como meus irmãos e esposo. Tenho certeza de que fomos muito abençoados pela família que temos. Beijão!!

    Reply
    1. Karine Callegari

      Olá Suzi!
      Imagino seu orgulho… Esse cara é fantástico… é um colega nota dez!
      Obrigada pela contribuição.
      Um beijo enorme.

      Reply
  5. Sheila Galves

    Então…depois de muuuuito reclamar…né Kari…kkkkkk…a gente percebe sim, depois que vamos conseguindo nos organizar…que os papais sim se esforçam, e muito, para ajudar em todos os sentidos.
    Sabe Kari…pensando ainda nesse assunto, a uns dias atras..cheguei a conclusão que os pais sempre tentam buscar sim nos ajudar…dão carinho…educação…aprendizados….mas não e´o mesmo amor “carnal” (digamos assim) que nós mães temos…aquele elo sabe…mas eles dedicam-se ao maximo para nos dar uma melhor vida….um aconchego maior…é dessa forma que os pais acabam demonstrando esse amor…tanto questionado por nós laaaa no inicio…

    Reply
    1. Karine Callegari

      Sheila minha querida… bem isso mesmo… Mas não é fácil lidarmos com nossas expectativas, né?
      Beijos meu anjo

      Reply

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