Duplamente Feliz !!!

Olá mamães toda hora, todas bem?

Nós estamos de férias e volta e meia, eu e meu marido (juntamente com vizinhos mais experientes e duplamente felizes (Né Andréia Valenti?), estamos conversando sobre a possibilidade de termos mais um filho. Principalmente sobre o melhor momento e como seria nossas vidas com a chegada de mais um membro na nossa família.

E para nos auxiliar nessa decisão, convidamos a mãe e psicóloga Mônica Vagliati, mãe de duas lindas meninas e experiente profissionalmente e pessoalmente.

Boa leitura a todas!

 

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Duplamente Feliz!!!

Olá, mamães e papais de plantão!!! Com imenso prazer, aceito o convite de escrever para minha amiga e colega de profissão para seu Blog. O assunto escolhido para esta semana diz respeito à minha experiência de mãe duplamente feliz, ou seja, de ser mãe de dois filhos, no caso, duas meninas lindas. Uma de 8 anos e, outra, de 1 ano e 2 meses.

Para algumas mães de primeira viagem como vocês, essa ideia deve ser assustadora. O que impulsionará vocês, depois de toda essa experiência mágica, a ser mãe de novo? Então: quando vocês dormirem uma noite inteira de novo, conseguirem tomar banho sozinhas, terem uma vida novamente ”normal”, estarão muito felizes. Porém, faltará algo…ser duplamente feliz!!!

O segundo filho vem ensinar o que o primeiro não ensinou realmente. As personalidades são completamente diferentes e a nossa maternagem para com eles também. Você, como mãe, não tem tantas proteções e neuroses para com eles e isso os torna mais independentes. O mais importante disso: o segundo filho tem um professor em casa que ensinara tudo que sabe e dará seu amor incondicional. As fases do desenvolvimento acontecerão antes, pois os estímulos são constantes, o que não ocorre com o filho único, porque acabamos por coloca-lo em uma redoma de vidro, fruto de nosso amor infinito.

Sim, existe a parte negativa! Vocês sabem…o ciúme! Em consultório clinico, percebo que cada caso é um caso e tudo é questão de manejo.

O nascimento de um irmão pode vir a revelar-se uma etapa muito difícil para uma criança. A ansiedade pode dar lugar ao sentimento de insegurança e traduzir-se em alterações de comportamento. Cabe aos pais intervir para ajudar a criança a viver serenamente essa nova etapa da sua vida.

Embora cada caso seja um caso e não existam receitas, gostaria de deixar-lhe algumas sugestões que poderão ajudar a apoiar mais adequadamente o seu filho nesta etapa:

  • ·O nascimento de um irmão deve ser comunicado à criança antes de ocorrer. Não existe uma forma única de fazê-lo, o importante é que a explicação seja adequada à faixa etária da criança. Um jogo ou uma história pode ser uma boa forma de comunicar o nascimento do irmão;
  • ·Dê ao seu filho a oportunidade de colaborar em todos os preparativos relacionados com o nascimento do irmão: escolher a decoração do quarto, comprar roupas e outros produtos de que o bebê irá necessitar;
  • ·Após o nascimento, envolva o seu filho o máximo possível nas tarefas relacionadas com o cuidar do bem-estar do irmão, mostrando-lhe o quanto é útil a sua colaboração. As tarefas exigidas à criança deverão ajustar-se ao seu nível de competência;
  • ·Sempre que seja oportuno, chame-lhe a atenção para as vantagens de ser mais crescido: ser grande implica poder comunicar de uma forma mais eficaz e poder deslocar-se de uma forma mais autônoma;
  • ·Se anteriormente existiam momentos de grande convívio entre a criança e os pais, estes devem continuar a existir. Por exemplo, se ao domingo o pai costumava levar a criança a passear no parque, deverá continuar a fazê-lo, ainda que o tempo dispensado nessa atividade possa ser menor.
  • ·Seja exigente no cumprimento das regras já estabelecidas antes do nascimento do irmão. Esta exigência deve, no entanto, ser feita de uma forma muito afetuosa, para que a criança não veja nos castigos, nem na exigência, um sinal de falta de amor dos pais.

DICAS DE LIVROS:

 

 

Vou ganhar um Irmãozinho – Kes Gray, Sarah Nayler

 

 

 

Meu Primeiro Irmãozinho- Editora Girassol

 

 

 

 

Bebê e Eu- Emma Dodd – Editora Brinquebook –  Livro Interativo

 

 

 

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Monica Vagliati

 

Monica Vagliati é Psicóloga Clinica especialista em Psicoterapia Cognitivo Comportamental de crianças, adolescentes e adultos. Atua há 10 anos em Consultório Clínico na Clinica Espaço Equiliibrium.

 

Comentários (2)

  1. Andreia Valenti

    Sou mãe duplamente feliz, dá trabalho, dá, mas com o segundo filho tenho a certeza de ter feito a escolha certa e sou uma mãe melhor (com experiencia, dou mais valor a momentos que no filho mais velho passaram despercebidos) tenho a chance de reviver tudo novamente. Hoje meus filhos tem 5 e 10 anos (quando meu filho de 10 anos vai para as festinhas sozinho fico feliz em ter a companhia do meu filho mais novo). Para tomar essa decisão eu e meu marido pensamos no futuro em que os papeis se invertem e irmão é um amigo para a vida toda.

    Reply
    1. Karine Callegari

      Obrigada pela contribuição minha amiga e vizinha! Tenho a certeza que que essa é uma escolha que faz com que uma mãe seja duplamente feliz! bjs

      Reply

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