Ser Mãe !

Olá minha amigas, parceiras, mamães toda hora!

Já li bastante sobre dicas e o que aprendemos com a maternidade.  Sempre que alguém posta algo a respeito disso no grupo do Facebook, Mamães de BG, o post “bomba”, pois todas nós nos identificamos e percebemos o quão é normal tudo isso que vivenciamos e sentimos. Pois bem, hoje pensei em escrever também sobre o que sinto da maternidade e maternagem.

Falo em maternidade e maternagem por serem duas coisas diferentes e que se complementam nesta função que hoje desempenho. A maternidade é uma condição feminina, física, é o parentesco. A maternagem é a relação afetiva, de devoção. O bebê é totalmente dependente de afeto e especificamente de alguém a quem ele possa se apegar.

Daí a importância de entendermos a Teoria do Apego de John Bowlby, pois para ele os bebês nascem com uma tendência em criar vínculos com seus cuidadores. Essa relação tem um valor de sobrevivência por serem construídas e mantidas por questões instintivas que sustentam a proximidade que existe entre pais e filhos.

O apego traz uma sensação de segurança que está intimamente ligada à relação estabelecida. “Quando você está apegada a alguém, você sente ou espera sentir uma sensação especial de segurança e conforto, na presença do outro, podendo usar o outro como uma “base segura” a partir da qual você explora o resto do mundo”.

Por isso, sempre fui e continuo sendo adepta a demonstração de afeto com as pessoas com as quais me relaciono. Não tenho vergonha de ser assim e nem me importo com o que vão pensar. Estimulo muito isso no meu filho e aprendo com ele muito também. Me apego fácil as pessoas com as quais percebo segurança, confiabilidade, carinho e, tenho certeza, que com um vínculo afetivo bem estabelecido tudo fica mais fácil e mais agradável.

Mesmo assim, ser mãe me mostrou e continua me mostrando muitas coisas que gostaria de dividir com vocês. Talvez muitas delas vocês não concordem ou talvez possam se identificar com outras. O que pretendo com isso é mostrar que para ser mãe tem que querer muito, tem que estar disposta, tem que saber abrir mão de muitas coisas, tem que aceitar as diferenças e o tempo de cada um, tem que aprender a respeitar a unicidade do ser, mas o amor que estabelecemos é tão grande que tiramos de letra todas as adversidades encontradas.

Segue abaixo o que percebi até o momento como mãe.

  1. O que aprendi na teoria, nem sempre consigo colocar em prática.
  2. As expectativas que tenho em relação ao desenvolvimento do meu filho acaba me deixando ansiosa e tenho a sensação que tudo demora mais.
  3. Dormir no berço, dormir no quarto, dormir na cama conosco…. não importa tanto!  O que realmente importa é que eu consiga dormir, pois necessito ter uma noite bem dormida para aguentar o dia seguinte e dar mais atenção e carinho para meu filho sem perder a paciência.
  4. Mesmo que o Léo durma a noite inteira, eu não tenho uma noite inteira de sono faz tempo, pois levanto para ver se está tudo bem, se está com frio, se ele resmunga… Preciso olhar para ficar tranquila.
  5. Dar limites é essencial, porém é BEM difícil. Muitas vezes me pego deixando meu filho fazer algumas coisas para conseguir dar conta do que preciso fazer dentro de um determinado horário.
  6. A vida profissional fica em segundo plano. A prioridade passa a ser o filho e a quantidade e qualidade do tempo que permanecemos com ele.
  7. Sim! As nossas coisas sempre ficam por último… Refeição, banho, unhas, cabelo! Tudo é feito de forma cronometrada e quando se consegue.
  8. Meu pensamento fica a maior parte do tempo nele!
  9. Brincar na hora de comer não é correto, mas as vezes acabamos fazendo para que ele consiga parar quieto um pouco e comer.
  10. Birra em locais públicos – sempre acreditei que isso não aconteceria que era uma questão de limites. Pois bem, me ralei. Acontece e cada vez ele nos testa mais.
  11. Sempre fui a favor de conversar me abaixando na altura da criança e olhando nos olhos dela. Tenho dificuldade em fazer isso com meu filho, talvez por ele ser muito ativo, por ele dar risada quando é reprimido, por estarmos atrasados, enfim, quando me lembro já falei e esqueci de me abaixar.
  12. O discurso e regras devem ser utilizados por todos que nos ajudam a cuidar do Léo, desta forma, não há ambigüidade no que se exige e é permitido.
  13. Nunca fui muito organizada, mas agora a casa é um caos e não adianta ficar organizando e guardando as coisas o tempo inteiro, pois assim que eu acabo de guardar ele vai lá e puxa pra fora tudo novamente. Procuramos aqui em casa ensinar ele a guardar, mas nem sempre obtemos sucesso!
  14. Escovar os dentes é uma briga. Desde que o Léo nasceu limpei a boca dele sem problema algum e acreditei fielmente que não teria problemas quando chegasse à hora da escovação. Me frustrei e, a cada escovação é um drama. Já tentamos escovar todos juntos, na frente do espelho, cantando música, brincando, eu escovando os dentes do pai… e até agora nada!
  15. Abraçar muito, beijar, dormir agarradinho, dar risadas, contar histórias, cantar, dançar, fazer palhaçadas é essencial desde sempre.
  16. Brincar muito, estimular ao máximo é fundamental.
  17. Incentivar a autonomia sempre – os filhos são criados para o mundo!
  18. Colocar na escola para mim é algo que devemos fazer o quanto antes, pois quanto mais tarde mais dificuldades enfrentamos. Mas acredito que, como cada filho tem seu tempo, cada mãe também o tem.
  19. O sentimento de culpa volta e meia aparece e querendo ou não procuro compensar de alguma forma a minha ausência.
  20. Desenvolvemos uma paciência GIGANTESCA!!!!
  21. Percebi que consigo fazer muito mais coisa que antes e muito mais coisas ao mesmo tempo, mesmo com o Léo no meu colo (mais de 14kg hoje!)
  22. De fato ter um filho é a melhor coisa do mundo, é um amor imenso, é um amor maior.

“Um bebê não existe sozinho; ele existe com sua mãe” – Donald Winnicott

E para vocês Mamães Toda Hora, como está sendo ser mãe?

Papais Toda Hora, contem um pouco para nós o que vocês aprenderam sendo pais!

Um beijão a todos!

Outros Links:

http://educacao.uol.com.br/colunas/icami-tiba/2012/05/01/a-maternidade-nao-muda-o-que-muda-e-a-maternagem.htm

http://www.ijep.com.br/index.php?sec=artigos&id=33&ref=maternidade-e-maternagem

Comentários (25)

  1. Gabriela

    Muito bom! Adorei, me identifico muito. Beijos

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    1. Karine Callegari

      Que bom que gostaste!
      Fico muito feliz!
      Beijos Gabi

      Reply
  2. Samanta

    Ka!!!! Até me assustei…..li e achei que eu havia escrito isso (tirando a parte de colocar na escolinha o quanto antes)….hehehe…me identifiquei muito!!! E vamos aprendendo, cada dia um pouquinho mais! Adorei! Beijos!

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    1. Karine Callegari

      Sami…
      Como é bom saber que tudo é normal né?
      Aprendendo sempre com os pitocos, com as amigas mamães…
      Saudades de vocês..
      Mil beijos

      Reply
  3. Enoir

    Amo ler o que tu escreve amor meu!

    Reply
    1. Karine Callegari

      Que bom minha linda… Saudades de você!
      Como está a vida de Mãe?
      Bjsss

      Reply
  4. sheila galves

    Sim….faço td isso e ainda, qdo o Luis ultrapassa a barreira da minha paciencia, eu grito…e em seguida lembro de td q li…me da uma angustia enorme e volto a falar com ele no to normal….qto a questao das birras publicas…estava comentando com meu marido antes de ler ate…pois ele fica bem nervoso qdo isso acontece…e eu respondi q nao ligo…pois so quem tem filho pequeno, quem ja passou é q entende…nao vou afrouxar pq tem alguem me olhando….se tiver q falar serio com o Luis…vou falar….!!! Mas resumindo Kari…td assino embaixo e faço igual….kkkkk….bom saber q nao é só aqui por casa….

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    1. Karine Callegari

      Amada minha… companheira de sempre! estamos juntas até nas fases dos nosso pitocos…
      Bem lembrado, também ergo a voz em alguns momentos e depois me arrependo… mas somos humanas, né?
      Obrigada…
      Bjs

      Reply
  5. Daniela Bellé

    Super verdade. Tudo! E até aceitar essas condições todas muitas vezes nos frustamos, pois sempre achamos que falhamos ao não conseguir fazer tudo direitinho. É preciso sim ter jogo de cintura, ter prioridades e acreditar que aos poucos as coisas entram nos eixos novamente (lembrando que o eixo de pós filhos nunca mais será o mesmo de antes kkk). E qdo chega o segundo vc olha pra trás e se questiona do pq não conseguia fazer determinadas coisas

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    1. Karine Callegari

      Isso mesmo dani!
      jogo de cintura sempre! E pensando como será se vier o próximo! Obrigada!

      Reply
  6. Erica Cimadon

    Disse tudo!!! Amei a leitura! Agora são 23:30, todos estão dormindo e eu to aqui secando o cabelo e dando uma olhadinha na internet…. Mas feliz demais. Cada dia tenho mais certeza que nasci para ser mãe! Bjs Ka…. bjs mamães

    Reply
    1. Karine Callegari

      Que louco e lindo isso tudo né Erica?
      é algo inexplicável!
      Bjsssss e obrigada por tudo sempre!

      Reply
  7. Pri

    bem isso Karine. O bom é que a cada fase que vivenciamos com eles nosso discurso muda em algum momento. Grávida é um, ao final roborizaríeis mês é outro é assim por diante. O bom é que tudo passa, que ruim isso né?!!bjos

    Reply
  8. Pri

    bem isso Karine. O bom é que a cada fase que vivenciamos com eles nosso discurso muda em algum momento. Grávida é um, ao final do mês é outro é assim por diante. O bom é que tudo passa, que ruim isso né?!!bjos

    Reply
    1. Karine Callegari

      Justamente Pri… E a cada etapa um aprendizado e uma saudades!
      Beijos

      Reply
  9. Simone

    Oi Karine, lindo texto, me identifiquei muuuuuuiito, é bom saber que tem mais mães passando pela mesma fase e que mais crianças agem da mesma forma que minha filha. Parabéns.

    Reply
    1. Karine Callegari

      Olá Simone!
      Fico muito feliz que tenha gostado!
      É tão bom quando nos identificamos com outras pessoas e percebemos que não estamos sozinhas nesta jornada, né?
      Um beijo grande

      Reply
  10. Tati Antoniolli

    Ka, me identifiquei com TUDO e EM DOSE DUPLA!!! Se colocar limites em um já é difícil, imagina em dois serzinhos completamente diferentes? Disputando a atenção o tempo todo? Sem contar o olhar de descontentamento quando a mãe, que é uma só, atende um por primeiro… hehehe… mas eu juro que não trocaria isso por nada nessa vida! AMO SER MÃE, AMO MAIS QUE TUDO! Não sei como vai ser qdo precisar colocá-los na escola, provavelmente será mais difícil para mim…
    Não sei como vc consegue tempo para escrever… só vc amiga! Bjos

    Reply
    1. Karine Callegari

      Minha amiga querida… Você sabe que sempre penso em você… se pra mim é difícil, imagina para a Tati…
      Fico impressionada com as habilidades das mães de gêmeos, quando olho percebo como dificulto as coisas.
      Obrigada por estar acompanhando meu blog. Estou adorando escrever e espero poder continuar agradando e buscando identificações.
      Um grande beijo cheio de saudades.

      Reply
  11. lisi

    Ka, é exatamente assim pra mim tb… tudo fica muito intenso quando nos tornatos mães e além disso temos que ser a mulher….é uma superação diária, mas a melhor superação do mundo, afinal não existe coisa mais deliciosa nesse mundo do que ser mãe…

    Reply
    1. Karine Callegari

      Oi Lisi!
      É uma superação diária mesmo e tudo é muito intenso.
      Tens toda a razão do mundo, é muito delicioso.
      Beijos

      Reply
  12. Fabiane

    Adorei o texto e me identifiquei em vários itens…. Nossos filhos são um presente de Deus e hj me sinto uma pessoa muito mais completa e feliz.

    Reply
    1. Karine Callegari

      Fico feliz Fabi que tenha gostado do texto.
      Realmente são um presente e nos completam muito.
      Mil beijos

      Reply
  13. Juliana

    Me identifiquei com cada um dos tópicos, e ao mesmo tempo me senti aliviada em ver que isso não acontece somente comigo. Mas sem deixar peteca cair seguimos em frente, aprendendo cada dia mais com nossos pequenos…pq por eles tudo vale a pena.
    Sempre digo que amor de verdade só conheci depois da maternidade…amor único..incondicional…inexplicável!!
    Muito bom os textos do blog!! Parabéns!!
    bjs

    Reply
    1. Karine Callegari

      Obrigada Juliana. Fico feliz que você gostou.
      De fato o amor verdadeiro, que não cabe no peito só descobrimos com a maternidade.
      Obrigada pela contribuição.
      beijos

      Reply

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