Como os pais podem ajudar no desenvolvimento da aprendizagem

Olá mamães toda hora!

Como foram de carnaval?

Aqui em casa, por enquanto não fizemos a tentativa de levarmos o Léo para algum clube. Amanha terá a festa da escola e vamos ver como ele se comporta após 4 dias inteiros junto com a gente.

Bom, o assunto de hoje se refere à volta as aulas. Percebo a inquietação de algumas mães referente a esta questão. Para isso, convidei a mãe e psicopedagoga Letícia Casonatto, nossa parceira aqui no blog, para nos orientar nesta questão e, ainda, trazer dicas que podem nos auxiliar no que tange a questão da aprendizagem dos nossos pimpolhos.

Percebo aqui em casa o quão rico é o tempo que passamos interagindo com o Léo, e o pai, mais do que eu, tem mais criatividade e paciência para desenvolver atividades que estão garantindo o desenvolvimento cognitivo do nosso pequeno.

Boa leitura a todas!

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Para muitas mamães está chegando a hora dos filhos retornarem à escola e iniciarem um novo ano letivo. O desejo de todas com certeza é o mesmo: sucesso escolar! Um ano tranquilo na escola e claro, os filhos aprendendo e se desenvolvendo de forma saudável.

Os pais podem e devem ajudar seus filhos no desenvolvimento da aprendizagem. A família deve ver a si mesma como parceira dos professores, sendo a casa o lugar onde se despertam e consolidam aprendizagens. Ela pode transmitir um importante modelo de amor e interesse pelos livros, valorização da comunicação escrita, seja através da leitura de jornais, revistas, ou pelo uso de bilhetes e o hábito de contar histórias.

Dedicar um tempo para brincar com a criança, atitude que parece simples, mas sabemos que nem sempre cabe na vida agitada de hoje. Precisamos resgatar em nossa memória o quanto brincadeiras como quebra-cabeças, adivinhações, jogos de encaixes ou cubos, faz-de-conta com carrinhos e bonecas, contribuíram na construção de nosso conhecimento. Brincar com os pais é uma experiência deliciosa e necessária. Desligar a TV ajuda, faz com que se busquem alternativas de lazer, que se usem jogos, que se converse e compartilhe as histórias do dia e da vida. Mesmo na permanência no carro entre a casa e a escola, pais têm excelentes oportunidades para inventar jogos de palavras, charadas, questionar sobre como foi o dia da criança e o que ela está aprendendo na escola.

Os pais devem estar preparados também para aceitação de uma possível dificuldade de aprendizagem, as crianças têm ritmos de aprendizagem diferentes, e muitas vezes há fatores orgânicos, funcionais, emocionais, entre outros, que atrasam, dificultam ou mesmo impedem que a criança aprenda. A conversa com o professor e a ajuda de uma equipe multidisciplinar pode fazer a diferença.

É importante também salientar que é evidente a importância dos pais na aprendizagem de seus filhos, mas é preciso não confundir os papeis: família é diferente de escola, pais são diferentes dos profissionais que assistem os seus filhos. A aprendizagem que se estimula no lar deve se caracterizar pela informalidade, pelo afeto, pelo lúdico. Em casa não há nota, não há erro, o que existe são pessoas interessadas em que a criança aprenda.

Dicas de como vocês mamães e papais podem auxiliar para o desenvolvimento dos filhos:

  • Procurem estimular a autonomia, permitindo que a criança tenha responsabilidades e tarefas a cumprir. Isso vale nas questões de higiene, organização de seus pertences e cooperação com a família.
  • Demonstrem interesse pelas atividades escolares, pois o desenvolvimento intelectual depende do apoio que a criança encontra em seus pais.
  • Ajude seu/sua filho/a a acreditar em si mesmo. Os sentimentos de medo e insegurança (receios e barreiras mentais) retardam o processo de aprendizagem. Mostre que ele é capaz de fazer algumas tarefas, isso ajudará elevar sua autoestima
  • Crie um vínculo de comunicação, perguntando ao seu filho como foi o dia na escola, mas tenha cuidado para que a conversa não seja a base de pressão e sim de amizade e afeto

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Leticia

 

Letícia Casonatto é pedagoga, especialista em Psicopedagogia, Neuropsicopedagogia e Inclusão Escolar. Atuou como professora por 13 anos em escola particular e há 7 anos atua na Clínica Jeito de Ser. É mamãe do Joaquim de 4 anos. “Ser mãe é vivenciar diariamente tudo o que aprendemos um dia, mas acima de tudo ver que o sentimento e o coração é o que nos move em cada decisão

Comentários (2)

  1. Fer

    Super pertinente este tema. Adorei! Além desta adequação com a volta da rotina, o anseio de minimizar o tempo junto deles (mesmo quantitativamente, apenas) gera uma preocupação inicial maior.

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    1. Karine Callegari

      Sabe Fer, o Léo retornou a escola no inicio de janeiro e meu sentimento com relação ao menor tempo que estamos juntos me angustia e tenho certeza que ele percebe isso. Mas penso que sobreviveremos. Em fevereiro o Léo começou a ficar na escola turno integral e te digo… é melhor para ele, mas angustiante para mim. Sinto falta, dói o peito… Mil beijos.

      Reply

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