“O que mudou com a maternidade? O que você fazia antes e agora não faz mais?”

As 11 faces da maternidade!

Olá mamães toda hora, todas bem? Espero que sim.

Hoje, pensei em trazer um questionamento a vocês, para que juntas possamos perceber se o que de fato ocorre conosco é real e normal ou estamos entrando numa realidade paralela e precisamos de fato ficar atentas e, se preciso procurar ajuda. Num fim de tarde de domingo, na pracinha aqui perto de casa, encontramos o lindo Davi e sua família… Na verdade encontramos várias mães e pais com seus pimpolhos e sempre conversamos.

Acho bem legal, porque todo mundo vai se “achegando”, as crianças vão interagindo e assim vamos conhecendo pessoas diferentes com realidades semelhantes. Adoro ir à pracinha, não posso comparar à terapia, mas faz um bem enorme para os pais e para as crianças.

Então, voltando, a mamãe do lindo Davi, Danusia, nutricionista que, além de linda, é querida e simpática. Adoro pessoas lindas por dentro e por fora e que irradiam alegria e simplicidade. Ela me levantou uma questão que havia lido em outro grupo virtual do qual ela faz parte. Tal questionamento ficou martelando na minha cabeça até hoje.  Não sabia se escrevia sobre isso ou não. Minha dúvida estaria na interpretação que as pessoas teriam, porém perdi o medo e resolvi arriscar.

O questionamento era mais ou menos assim (me corrija Danusia se eu estiver equivocada):

“O que mudou com a maternidade? O que você fazia antes e agora não faz mais?”

Logo de cara pensei… tudo… mudou tudo,  nada é igual! Logo depois, refletindo melhor, pensei que algumas coisas continuam as mesmas, outras mudaram para melhor, outras para pior, outras talvez nem tenha percebido…

Portanto, seguem as mudanças que percebi até hoje e que considero as 11 “faces” da maternidade.

  1. SONO: Meu sono está mais leve, desperto por qualquer barulho, sussurro, gemido. Não sei o que é uma noite inteira de sono desde o final da gestação. Me acordo para ver se está respirando, se está com frio, com calor… antes precisava de despertador para acordar de manhã agora não se faz mais necessário. Antes, tinha dificuldade para pegar no sono, hoje deito e desmaio.
  2. TEMPO: Sempre parece faltar tempo. Tem milhões de coisas para fazer: filho, marido, casa, trabalho. Às vezes me perco e nem sei por onde começar. Mas percebo que, se antes já fazia um monte de coisas, hoje faço mil vezes mais.
  3. PRIORIDADES: A minha prioridade passou a ser o Léo. Tudo que se relaciona a ele está em primeiro lugar sempre. Antes era o meu trabalho, hoje é ele. Depois que dei atenção a ele, preparei suas coisas, ajeitei tudo, e levei para a escola é que começo a pensar nas outras coisas.
  4. PENSAMENTOS: Mesmo não estando perto dele, meu pensamento está nele. Volta e meia me pego pensando se ele está bem, se ele sente minha falta tanto quanto eu sinto a dele, se ele dormiu, se comeu, se entende que não posso ficar com ele o tempo todo. Penso também, no que está faltando para ele, o que posso adquirir para ele, o que farei de comida… penso nele o tempo todo!
  5. ALIMENTAÇÃO: Nunca me preocupei se tinha algo para comer, sempre me virava com o que tinha ou comia algo na rua mesmo. Hoje, preciso ter alimentos frescos e variados, tive que aprender a me virar na cozinha na marra, descobri que o tempo para se alimentar é bem mais demorado. Mas quando ele está junto, não sei o que é comer com calma e nem o que é comer comida quente…
  6. RELACIONAMENTOS: hoje valorizo muito mais meus relacionamentos: com meu marido, com meus pais, com meu irmão e minhas cunhadas, com meus sogros e com minhas amigas. Aprendi a valorizar cada segundo perto deles e o quão importantes eles são para o Léo e, o quanto nos ajudam na criação dele.
  7. TRABALHO: Antes dedicava todo o meu tempo trabalhando. Trabalhava três turnos, uma correria. Hoje, por circunstâncias e escolhas dedico bem menos tempo e aprendi o que é qualidade de vida e ter tempo para mim e minha família.
  8. VIDA SOCIAL: o que é? Nunca tive muita vida social, mas agora para sair/ jantar parece muito complicado. Talvez eu e meu marido que complicamos, mas ainda assim acho difícil quebrar a rotina do Leo e expor ele a momentos de estresse desnecessários.
  9. FRESCURAS: Não existem mais! Vômito, cocô, comida, babas, melecas, sujeira no chão… depois que se tem filhos tudo muda de figura.
  10. HUMOR: Oscila mais do que nunca! Se antes me estressava por pequenas coisas, agora as pequenas coisas já se tornaram secundárias e deram espaço para outras muito maiores. O cansaço, a rotina, a falta de tempo acabam me deixando bem mais irritada que antes, mas em contrapartida a paciência para algumas coisas aumentou. Percebo que hoje relevo muitas coisas que antes não aceitaria, talvez porque perderam a real importância.
  11. VALOR A VIDA: A maternidade me mostrou e me ensinou a valorizar muito mais a vida. A ter mais fé. A acreditar mais, a aproveitar mais, a amar mais, a respeitar mais.

Agradeço a Deus todos os dias por ter me dado o privilégio de ser mãe, de saber o que é amar incondicionalmente, a entender o que minha mãe sempre me disse: “Você só saberá quando for mãe!” – a mais pura verdade!

E para vocês mamães toda hora, o que mudou? Estou louca para saber.

Beijos e fiquem bem!

Comentários (10)

  1. Fernanda

    Concordo em todos os itens. Adiciono ou adaptaria o “prioridade” com “vaidade”, acredito q, mesmo as mais vaidosas, demoramos mais para voltarmos a rotina de mão feita, cabelo escovado, corpo “atlético”, salto,… A maternidade é tudo de bom, mas é fato q nos perturbamos mais facilmente. O q ameniza é conversar com mamães e ver q vc é do tipo normal!

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    1. Karine Callegari

      Perfeito Fer!!!
      Tinha esquecido deste detalhe importantíssimo.
      obrigadaaaa..
      Bjs

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  2. Andressa

    Ká!!
    Eu li um artigo na internet esses dias e tava com receio de postar, pois é bem polêmico.
    Sempre vem algum julgamento do tipo: “tu só vai saber quando for mãe…”
    Mas acho válido pelo tema que tu acabou de expor.
    Segue o link (ahh, é importante ler até o final):
    http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/noticia/2012/10/ter-filhos-traz-mesmo-felicidade.html

    Espero ter acrescentado!
    Beijos para todas as mamães…

    Reply
    1. Karine Callegari

      Eka, minha amiga… Muito bom este artigo. Querendo ou não relata o que procuro divulgar neste blog. Concordo com tudo que está escrito ali. Ser mãe tem o ônus e o bônus como qualquer outra relação. A diferença é o amor que sentimos que é o maior do mundo… o melhor sentimento que existe. E como disse no final da coluna de hoje, que minha mãe sempre fez questão de deixar claro, a gente só vai saber quando for! Por isso, temos que nos preparar muito para essa missão. O aprendizado que temos e o amadurecimento é sensacional. Mesmo estando preparados (ou achando que estamos preparados) é só o dia a dia que nos mostrará como de fato é esta realidade. Além disso, como diz no link que você mandou, ser mãe mais velha tem todas as vantagens citadas, porém nossa paciência para determinadas coisas é menor; nossa energia não é mais a mesma de quando somos mais jovens. Você sabe mais que ninguém que procuro muito tornar a maternidade menos complicada, talvez por ser objetiva em algumas coisas, mas não é fácil não… Muda muito a nossa vida.
      Obrigada pela contribuição e da próxima vez me mostra antessssss… Mil beijos e mais uma vez obrigada, mas obrigada pela amizade de sempre.

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  3. Danusia

    Karine, antes de mais nada obrigada pelo carinho. Fiquei emocionada!
    Descreveste muito bem o que estava questionando aquele dia na pracinha! Este assunto gera muita provocação, principalmente se não bem interpretado! Amo meu filho, sem dúvida é o melhor presente que já ganhei na vida, mas nunca escondi as dificuldades e a mudança de vida que tive após o nascimento dele. Passei pela fase do luto (aquela vida que “morreu”), e me adaptei com a vida que nasceu. Hoje busco caminhos para que a armonia da família seja boa e que todos sejamos felizes. Existem sim as 11 faces, pode ser que para umas com mais facilidade e para outras com mais dificuldades.
    Um forte abraço!

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    1. Karine Callegari

      Linda minha, não tem o que agradecer. És uma pessoa muito especial!
      Achei bárbara a analogia do luto, não havia pensado nisso.
      Obrigada pela contribuição e até a próxima pracinha.
      Beijos

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  4. cristiane

    Falou tudo! A vida da gente vira de cabeça para baixo e o mais incrível é que apesar do cansaço e do sono que virou nosso companheiro diário, a gente consegue trabalhar, preparar papinhas,dar uma “namoradinha” quando o baby dorme,e basta aquele sorrisão desdentado pra esquecer o outro lado da maternidade….

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    1. Karine Callegari

      Perfeito Cristiane!!!!!
      Bem isso mesmo! Como pode né?
      Obrigada por contribuir.
      Beijos

      Reply
  5. Juliana

    Mudamos sempre pensando no melhor pra eles, e por eles….falo para quem quiser ouvir que a vida muda sim e muito, mas que tudo vale a pena quando vejo que minha filha está bem, que ela está feliz. Eu descobri que tenho uma força única que nem sei de onde vem e que nem sabia q existia..kkkk…. e qnd as minhas energias estão acabando são renovadas com um sorriso e um abraço da minha filha, assim recebo toda a recompensa e energia que preciso para seguir em frente sempre.

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    1. Karine Callegari

      Perfeito Juliana!
      Bem assim mesmo. Eles têm a capacidade de nos mostrar como sermos pessoas melhores, de como temos força. é uma energia fantástica.
      Obrigada pela colaboração.
      beijos

      Reply

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