O famoso uso da chupeta!

Como estão mamães toda hora? Alguma novidade?

Aqui seguimos firme e forte tentando dar limites no Léo sem deixar de sermos afetivos e continentes.

Porém uma coisa que percebo conforme passam os meses é que o Léo está cada vez mais apegado ao “bibi” (como ele chama).

Nunca fui contra o uso da chupeta, bem pelo contrário, acredito que de uma forma equilibrada ela acalma e ajuda a aliviar a ansiedade. Cabe a nós pais darmos o limite e restringir o uso em determinadas situações.

Levei a chupeta para a maternidade e já na primeira crise de choro do Léo (estava com fome) ofereci a chupeta para ver se ela o acalmava. Para minha surpresa ele não aceitou. Daí em diante pouco oferecia, e em todas às vezes que tentava, ele rejeitava. Entendi que EU, como mãe, deveria buscar outras formas de acalmá-lo e reduzir a ansiedade que ele sentia em determinadas situações. O bico me parecia algo fácil e mais cômodo, porém ineficiente para o Léo.

Até os 7 meses o Léo não chupou bico, porém começou a “roubar” os bicos dos colegas na escola. Desta forma, corri comprar um para ele. A partir de então ele se “viciou” no bico.

É “bibi” pra cá, “bibi” pra lá, se deixássemos ele ficaria com a chupeta pendurada o dia todo.

Em uma das leituras que fiz, lembro que uma autora (que não recordo o nome) comentou que deixar a criança chupar bico por períodos longos pode provocar atraso na fala e, ainda, colocar a chupeta sempre que o bebê/criança chorar, você estaria impedindo a mesma de manifestar o que ela está sentindo. Implicitamente estaríamos dizendo a ela que precisa se calar e não externalizar o que sente.

Sempre que ofereço a chupeta ao Léo, estas palavras me vêm à cabeça e analiso muito antes de oferecer.

Aqui em casa, o pai é muito mais rígido com relação ao uso do bico, ele restringe e faz com que o Léo aprenda a se virar sem ele. Confesso que sofro muitas vezes por causa disso – acho que mãe tem mais dificuldade em ver seu filho chorar, porém tenho certeza de que essa é a melhor forma de conduzir.

Estabelecemos algumas regras aqui em casa:

  1. “bibi” só na hora de dormir e quando está muito nervoso, chorando aos prantos.
  2. Procuramos não deixar a chupeta a mostra e mesmo ele pedindo tentamos mudar o foco da atenção oferecendo outra coisa.
  3. No meio da noite, se eu consigo acordar, vou e retiro a chupeta calmamente e não deixo perto dele. Se ele acordar e pedir por ela, tento acalmá-lo de outra forma e, se mesmo assim não funcionar, retorno a entregar o bico a ele.
  4. Tenho bico pra tudo que é lado, no carro, nas avós, no quarto, na cozinha, na sala – para mim, a chupeta é importante em determinados momentos e se precisar dela quero que ela esteja ao alcance sem precisar sair procurando.

Por estas questões a equipe da Clínica Jeito de Ser, escreveram a coluna de hoje na percepção e conhecimento de cada profissional.

Boa leitura a todas!

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O uso da chupeta na visão de diversos profissionais

Para a fonoaudióloga Érica Cimadon, a sucção, além de servir para nutrição, também traz satisfação psíquica e emocional. Como a necessidade de sucção é muito variável, nem todos os bebês se satisfazem com o aleitamento natural. Quando isso acontece, a chupeta é oferecida a fim de evitar que a criança adquira o habito de sugar os dedos.  As chupetas com bicos ortodônticos são as mais indicadas, pois permitem a elevação da ponta da língua na cavidade oral, estimulando a língua e uma deglutição adequada, sem provocar alterações na arcada dentária.  Se a chupeta for utilizada por um período prolongado determinará a instalação do hábito e poderá prejudicar a amamentação, causar alterações na deglutição e na fala, mau posicionamento dentário, desvio no crescimento dos maxilares, além de problemas emocionais.

Segundo a Odontopediatra Dra. Carla Merigo, o uso da chupeta pelo bebê é considerado um hábito de sucção que pode oferecer certa sensação de bem estar à criança e aos cuidadores. Pode até participar do desenvolvimento emocional da criança. Mas do ponto de vista das estruturas da face e das funções de mastigação, deglutição e respiração, deveria ser removido o mais precocemente possível, para evitar alterações como mordida aberta e respiração bucal. O ideal é nem oferecer.

 Para as Psicólogas Janice M. Cavalini  e Antônia Tonello, a retirada da chupeta deve ser gradativa e ocorrer entre dois a três anos. É interessante que haja uma conversa entre pais e filhos e um “acordo” entre eles. Nesta situação vale também o sistema de troca, afinal, a chupeta serve como uma segurança para a criança em situações de crise e será necessário substituí-la por algo que possa estar ao lado dela quando ficar insegura, chateada ou triste.

A Psicopedagoga Letícia Casonatto dá algumas dicas que podem ajudar na hora de largar a chupeta e dicas de leituras/histórias para as crianças:

1-Reduza o tempo em que a criança utiliza a chupeta, dando intervalos; ou usando só para dormir.

2. Caso a criança tenha o hábito de manter tal objeto pendurado na roupa elimine-o imediatamente;

3. Elimine o hábito de substituir a chupeta velha pela nova.

4-Não tenha várias chupetas em casa, evitando assim que fique visível, mesmo quando a criança não está sentindo sua falta.

5-Incentive a criança a dar todas as chupetas para alguém — nem que seja o Papai Noel ou o coelhinho da Páscoa. E, depois que ela der, faça de tudo para não voltar atrás. Se não houver nenhuma data apropriada próxima, você pode inventar a “fada da chupeta”, que deixa um presentinho em troca.

Dicas de histórias para crianças:

chupeta

clinica

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