Mordidas na Escola!

Olá mamães toda hora, todas bem?

Hoje é terça-feira, dia de um especialista falar no blog.

Convidei a Psicóloga e mãe Mônica Vagliati, nossa parceira desde o início, para nos ajudar neste tema tão debatido pelas mães nas escolas.

Bom, o Léo não passou ileso pelas mordidas na escola. Até pensei que iria passar, pois vários de seus colegas já haviam sido mordidos. Foi só eu verbalizar isso que no dia seguinte ele apareceu com uma “marca de relógio” no braço.

Querido!!!! Ele apontava e dizia “dodói”!

Sei que é uma fase, porém, em casa, procuramos não estimular o Léo com mordidas de “brincadeira” e, até hoje, posso dizer que ele praticamente nunca mordeu ninguém da nossa família. Digo praticamente, pois aconteceram duas ou três vezes e logo explicamos a ele que isso machucava e parece ter funcionado até o momento.

Super indico a leitura, vale muito a pena, não só para mães e pais, mas também para professoras!

Um beijo enorme a todas!

 

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Todos nós conhecemos alguém que já passou por isso! Ou já teve o filho mordido na escola, ou o próprio é que está mordendo tudo e todos. Mas a questão é, porque as crianças mordem?

1)As crianças exploram o mundo usando TODAS as partes do seu corpo e os seus sentidos, portanto a boca é uma delas. Ao explorar o mundo, elas também estão aprendendo a lei da causa e efeito, testando reações as suas ações. Elas não sabem que a mordida dói e não conseguem ainda projetar o que o outro está sentindo.
2)As crianças são o centro das atenções em suas famílias, na escola essa atenção tem que ser dividida. Que tal dar uma mordidinha para prestarem atenção em mim, mesmo que seja uma atenção “negativa”. E é óbvio que sempre vai ter aquele amigão que imita tudo, e por imitação vai acabar mordendo também!
3)Temos sempre que lembrar que crescer é bem “cansativo”para nossos pequenos. Às vezes a mordida é o meio deles dizerem que estão sobrecarregados, cansados, estressados, frustrados e como eles ainda não aprenderam a verbalizar tudo isso, é mais fácil e rápido canalizar esses sentimentos com uma mordida! É rápido e fácil! E não adianta ficar perguntando o porquê, pois eles ainda não sabem expressar ou identificar e verbalizar o que sentem.

Mas então, como proceder?

Comece perguntando se o amigo é uma maçã, ou se o braço (ou local mordido) por um acaso é uma salsicha, ou uma pizza. Óbvio que eles rindo respondem que não! Continue num tom sério, porém sem grandes alardes, e pergunte o que normalmente eles comem. Ficam horas listando macarrão, chocolate,… Para concluir, volte a perguntar, se o braço do amigo não é uma comida, então porque você está mordendo?  A gente morde maçã, pizza, o que mais? E eles ajudam na lista… E o braço do amigo a gente morde? E eles mais do que depressa respondem que NÃO! Então, braço (ou qualquer parte que seja) NÃO é comida, portanto a gente NÃO morde. Mas se ensinarmos as crianças a dizerem aos amigos: NÃO gosto quando faz isso; ISSO dói muito; VOCÊ me machucou; ou qualquer forma verbalizada de expressar um sentimento, eles assimilarão da mesma maneira e resolverão o conflito sem gerar mais violência.

Eles não sabem o que motivou o amigo a morder, mas sabem que a mordida que vão dar de volta para se defender é uma agressão pois dói e eles não gostaram dessa sensação. Mas estão causando essa sensação ruim no amigo.

Se as mordidas ocorrerem com muita frequência e fugir do controle, então as causas podem não ser as citadas acima.

Sim! Existem casos de crianças agressivas e mal comportadas, ou sem limites. Nestes casos, a intervenção deverá ser outra, com especialistas, pois a família vai ter que estar junto com a escola para resolver esse problema em sintonia uma com a outra.

Portanto, fiquem atentas as mordidas e ao comportamento de seus filhos, bem como em como você aborda esta questão. Qualquer dúvida sempre é bom procurar um especialista!

Monica Vagliati

Mônica Vagliati é Psicóloga Clínica especialista em Psicoterapia Cognitivo Comportamental de crianças, adolescentes e adultos. Atua há 10 anos em consultório clínico na Clínica Espaço Equiliibrium. Instagram: PSIMONIVAGLIATI – Facebook: Psicologa Monica Vagliati

Comentários (6)

  1. Samanta

    O que eu posso dizer?? Adorei!! E morri rindo! Braço não é comida!!! Imaginei a Monica falando para Marina, aquele docinho que dá vontade de morder! Mas falando sério, por enquanto estamos ilesos….sem mordidas, sofridas ou efetuadas! Até achei que aconteceria logo, mas até o momento não! Ainda bem!

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    1. Karine Callegari (Post author)

      Foi muito divertida essa colocação da Mônica né Sá?
      Mas também pensei que o Léo sairia ileso, mas mais dia, menos dia elas aparecem.
      Obrigada pela contribuição.
      Mil beijos

      Reply
  2. Teresa Eulália Weimar

    Achei muito interessante o assunto acima, pois as vezes ficamos sem ação com este ocorrido das mordidas entre crianças. Parabéns e continue sempre orientando as mamães com algumas dificuldades em agir.

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    1. Karine Callegari (Post author)

      Obrigada pela contribuição Teresa!
      Saudades de você.
      Beijos

      Reply
  3. Sheila Galves

    O Luis ja veio com 2 mordidas pra casa…mas pedi as profes quem tinha mordido…pois ja imaginava quem era…e dito e feito…o mesmo que mordeu o Luis…faz outra coisa com outro coleguinha…e assim vai…1 semana apos a mordida, cheguei para pegar o Luis, essa “criança” começou a “judiar” do outro coleguinha…como as profes não viram…pois uma estava trocando a fralda e a outra estava pegando a muchi do Luis…eu tive q tomar providências e olhei bem séria pra esse menino e disse que não era pra fazer assim…mas bem séria mesmo…e pedi se ele queria q batesse a porta na cabeça dele tbm…nem responder ele não respondeu…ficou imovel me olhando…depois disso não o vi mais “aprontando”….Mas q é complicado é….boas dicas de como abordar as crianças!!

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    1. Karine Callegari (Post author)

      Isso mesmo Sheila!
      As vezes as profes não conseguem visualizar tudo e precisamos avisá-las sempre que percebemos.
      Mil beijos.
      Saudades

      Reply

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