Expectativas: como eu imaginava minha esposa após a maternidade

Olá mamães toda hora!!!

Tudo bem com vocês? Esperamos que sim.

Novamente os coadjuvantes entram em cena para comentar algo sob a ótica de um papai toda hora. O tema de hoje irá abordar as expectativas que eu tinha para com minha esposa antes da maternidade se concretizar em nosso casamento, ou seja, como eu imaginava que seria nossa vida de casal após o nascimento dos nossos filhos.

Espero que vocês gostem deste post apresentando um contraponto no blog.

Um beijão a todas vocês e fiquem com Deus!

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Sempre sonhei em ter filhos (assim no plural mesmo)…Dois ou mais seria o ideal porque, como já havia comentado em outro post, tive muito contato com crianças ao longo da minha vida e sempre gostei de estar perto delas, aprendendo, convivendo, ensinando, rindo e chorando.

Então, para que isto fosse possível, precisaria casar com uma mulher que pensasse da mesma forma que eu, que tivesse essa afinidade com os infantes e que, além disso, gostasse de mim e aguentasse minhas manias (uma tarefa hercúlea talvez…), mas fui abençoado por Deus com uma mulher bem como eu queria.

Já nos tempos de namoro via que ela seria a mãe ideal dos nossos filhos, afinal de contas, ela adorava crianças e havia a reciprocidade por parte destas também. Para vocês terem uma ideia do que estou falando, sabem aqueles casais que levam os filhos (no nosso caso, naquela época, levávamos os sobrinhos) nas praças ou parques em finais de semana, ou participam de festinhas de aniversário infantis e são como ímãs para as outras crianças, ou seja, todos se reúnem ao redor do casal e querem ficar brincando juntos…os outros pais adoram pessoas assim… pois era bem assim que “ensaiávamos” para quando fôssemos pais. Isto continua acontecendo até hoje, apenas para constar em ata.

Vale dizer que existe uma distância considerável entre as expectativas que geramos em nossos sonhos e a realidade que se faz presente na vida do casal, pois a convivência diária a partir do casamento e o compartilhar de um mesmo espaço pode gerar algum desconforto, principalmente no inicio da vida conjugal. O que posso dizer é que se ambas as partes não estiverem dispostas “a dar o braço a torcer”, cedendo em alguns momentos ou abrindo mão de algumas coisas que não estavam visíveis nos tempos de namoro (pois os “pombinhos” estavam embriagados pela paixão) a relação pode ficar bem complicada.

Somando-se a isso o nascimento dos pimpolhos e toda a reviravolta que a vida do casal passa até estabilizar-se novamente devido a alteração da rotina, provavelmente a paciência e a tolerância às manias do outro serão menores para cada uma das partes envolvidas tornando-se um atalho perigoso que irá fomentar as discussões e brigas do casal.

Confesso a vocês que nosso casamento não é perfeito, afinal de contas, somos seres humanos suscetíveis a falhas, discussões ocorrem, divergências de opinião também, mas o segredo para estarmos juntos por mais de dezoito anos(somando-se namoro, noivado e casamento) é o respeito que temos um pelo outro e a vontade de dialogarmos para resolver os problemas que surgem diariamente, buscando um denominador comum que satisfaça ao casal, sempre pensando no bem estar dos nossos filhos.

Outra dica é não discutir no “calor da hora”, normalmente esperamos um tempo, até que a “brabeza” de um (ou do outro) passe, pois palavras mal colocadas, ferem demais e não contribuem para o bem estar da relação conjugal… é melhor esperar alguns minutos ou até algumas horas para aparar as arestas com mais calma, mas também não leve dias para ajustar os pontos divergentes para que a mágoa não seja alimentada.

Não é fácil um casal que tenha famílias com hábitos tão diferentes, achar o tal do denominador comum (para vocês entenderem melhor a ideia que quero passar, este vídeo retrata bem estas distinções, nos primeiros onze segundos vocês podem ver uma excelente retratação da família da Andrea e outra excelente retratação da minha família durante a cerimônia de casamento…) pois requer um esforço muito grande, tanto do homem, quanto da mulher e vocês sabem muito bem como as cabeças de cada um diferem. O segredo está na comunicação, ou melhor, no hábito de se comunicar sempre (tanto nos momentos bons, quanto nos ruins) e buscar uma comunicação cada vez mais alinhada com as expectativas do casal. Não espero a perfeição da minha esposa, pois não precisamos de perfeição para sermos felizes, muito pelo contrário, esta busca poderá gerar frustrações bem significativas.

Espero apenas que ela seja humana e me auxilie (numa relação de ensino e aprendizagem mútua) na tarefa de repassar aos nossos filhos valores e fundamentos, tornando-os melhores do que somos atualmente. E isso eles vivenciam não apenas em discursos, mas na prática, na nossa convivência diária e nas nossas atitudes como casal que eles visualizam. E ela tem feito este papel muito bem, ao longo destes anos todos, me conduzindo para que eu melhore como pai e marido e, aceitando minhas sugestões para que ela também melhore como mãe e esposa.

Para encerrar narro um diálogo entre eu e Pedro Henrique que aconteceu hoje e demonstra a visão que ele tem de seus pais, como casal:

  • PH me mostrou uma cena na televisão onde um menino jogava uma torta na cara do chef Gordon Ramsay, numa chamada do programa Jr. Masterchef EUA, rindo bastante e dizendo que não havia nada melhor no mundo que fazer algo assim. Olhei para a Andrea (com o meu olhar 43, aquele assim meio de lado, já saindo, indo embora, louco por você…) e disse para o Pedro que havia sim algumas coisas bem melhores que isto para fazer. Então dei um abraço e um beijinho nela, nada demais não, um beijinho bem angelical, autorizado pelo clérigo e classificável como censura livre, e ele então nos olha e comenta: “Tá bom, acredito em vocês…mas vocês dois parecem que tem quinze anos…”

Um beijão para cada uma de vocês mamães toda hora e compartilhem conosco suas percepções quanto ao assunto abordado.

2 - leandro

Leandro Boeira é matemático e professor de robótica, com mestrado em Engenharia de Produção. Adora ensinar matemática de uma forma com que as pessoas entendam o porquê das coisas e enxerguem onde ela está presente. Também é pai do Pedro Henrique (7 anos) e da Isadora (quase 4 anos). “Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.” Pv. 22.6

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