Ansiedade Infantil, como lidar?

frustracao

 

Olá Mamães Toda Hora!

Quem me conhece sabe que sou uma pessoa bastante ansiosa e que tenho consciência do que transmito ao meu filho.

É nítido o comportamento do Léo quando está com o pai (que é todo “zen”) e de quando está comigo. Me policio bastante, mas confesso que muitas vezes não consigo.

Pois bem, além disso, uma mãe do grupo do facebook Mamães de BG pediu que falássemos aqui no blog sobre ansiedade infantil.

Para isso, convidei nossa parceira, mãe e psicóloga Mônica Vagliati para nos ajudar com essa temática.

Beijos e boa leitura a todas!

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Mamães, todas bem?

A ansiedade é um sentimento vago e desagradável de medo e apreensão, caracterizado por tensão ou desconforto derivados da antecipação de perigos. Para os pequenos, a ansiedade é o excesso de preocupação.

Sempre uso esses exemplos abaixo no consultório:

A criança preocupada assiste um filme com dois elefantes na sala. Será que assiste algo?

Na escola, durante uma explicação além dos colegas tem mais seis bodes berrando. Será que aprende?

A arte de transformar uma formiga em um elefante!

A ansiedade incomoda e faz com que a criança se sinta mal por dentro.

Dentre os diversos sintomas, os mais comuns são: dor de barriga, queda de cabelo, vômitos, dor de cabeça, sudorese e tremores.

Sintomas de Comportamento: preocupação demais com os pais, medo de ficar doente, temer que algo ruim aconteça, não dormir sozinho, evitar ir à festa com amigos, ter ciúmes dos poucos amigos, sofrer quando os pais vão trabalhar, perguntar o tempo todo sobre um evento e, evitar conflitos.

É normal, crianças de 8 meses de idade apresentarem sintomas de ansiedade sempre que se separam dos pais. Entre os 6-8 anos de idade, a ansiedade se volta para o desempenho escolar e o relacionamento com os coleguinhas.

Além disso, crises de ansiedade também podem ocorrer quando a criança passa por mudanças significativas como troca de escola ou de casa, falecimento de entes queridos, chegada de novos irmãozinhos, separação dos pais e etc.

O limite da normalidade do nível de Ansiedade está na sua repercussão sobre o comportamento. E vamos ser sinceros: você não precisa ser um especialista para perceber que algo não vai bem. Crianças não devem ser excessivamente preocupadas ou apreensivas com o futuro. Não é típico de uma criança apresentar freqüentemente dores de cabeça, náuseas, vômitos, falta de ar, diarréia, palpitações, dificuldade de concentração, agressividade ou medos em excesso. Se isto está acontecendo – e parece estar associado a situações específicas -, é bem possível que a criança esteja sofrendo de algum Distúrbio da Ansiedade, justificando uma avaliação Psicológica.

Aqui estão algumas dicas para lidar com a Ansiedade:

  • Não julgue: ajude. Crianças excessivamente ansiosas precisam de apoio e expectativas positivas, mas só irão procurar sua ajuda se tiverem certeza de que não serão hostilizadas ou ridicularizadas. Cobre disciplina na mesma medida em que você demonstra seu afeto, e certifique-se de que sua disciplina está sendo passada em um formato motivador.
  • O excesso de carga também diz respeito às estratégias de confrontamento utilizadas por muitos pais. A criança tem medo de escuro? Tranque-a sozinha em um quarto sem luz por alguns minutos, ela verá que nada de mal acontece. Excelente! Ao bater de frente dessa forma, você acabou de descobrir uma nova maneira de corroer o elo de confiança entre vocês.
  • Liderar pelo exemplo é o mais recomendável! Se a criança fica aterrorizada com cachorros, você não precisa atravessar a rua toda vez que avistar um. Segure a mão da criança, mantenha tranqüilamente seu rumo e passe a mensagem correta: nada de fobias. Não confronte, mas não evite. O segredo em todas as situações é combinar bom senso com perseverança, contando sempre com a ajuda do tempero mais precioso da educação, o TEMPO!

livro

 

Dica de Livro: O que fazer quando você se preocupa demais. Um guia para as crianças superarem a ansiedade. DawnHuebner, Artmed.

 

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monicaMônica Vagliati é Psicóloga Clínica especialista em Psicoterapia Cognitivo Comportamental de crianças, adolescentes e adultos. Atua há 10 anos em consultório clínico na Clínica Espaço Equiliibrium. Instagram: PSIMONIVAGLIATI – Facebook: Psicologa Monica Vagliati

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