Palmada não educa!

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Olá Mamães Toda Hora, todas bem?

Muitos tenho discutido sobre esta temática: Palmada educa?

E muitos questionamentos acabam vindo em meu pensamento! Um deles é: “A maioria da minha geração recebeu alguma palmada, isso não educou de certa forma?”

Porém como mãe, tento de muitas formas educar/dar limites ao Léo sem precisar da “palmada”… Mas muitas vezes ele me testa e leva ao meu limite e acabo elevando meu tom de voz. Não consigo ser firme nesta hora sem “gritar” o que também não é considerado aconselhável.

Como é difícil, não é? Só eu que sofro por tentar fazer o melhor e acabo extrapolando?

A técnica do 1, 2 e 3 ainda não funciona com meu filho (hoje, com 1 ano e 10 meses), colocar ele na cadeira para pensar e ficar junto explicando o motivo pelo qual ele está ali também é questionável. O Léo me desafia muito e muitas vezes me vejo sem solução para isso. Tenho consciência que é um trabalho de “formiguinha”, que é uma fase, que vai passar! Mas preciso tentar fazer o melhor para que ele passe por ela sem consequências negativas.

Por isso, convidei a nossa parceira, mãe e psicopedagoga Letícia Casonatto para nos auxiliar nesta temática!

Beijos a todas e boa leitura!

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Muito vem se discutindo sobre dar limites aos filhos e cada vez mais pais aderem à tendência de educá-los com base no bom diálogo, evitando ou mesmo abolindo os “tapinhas” e as “palmadinhas” corretivas. Lá em casa com o Joaquim, procuro conversar e explicar para ele o motivo que não pode agir ou fazer determinadas coisas. Às vezes ele testa minha paciência até o limite, mas nunca bati nele, nem mesmo um tampinha, sei que vai doer mais e mim e depois irei me arrepender. Costumo utilizar a técnica do 1, 2 e 3! Ele sabe que seu eu chegar no 3 é porque estou muito braba e as consequências virão.

Mas por que não bater ?

  •  Porque bater nada tem a ver com ensinar e dar limites, são atitudes opostas.
  • Porque com o tempo o tapinha e a palmadinha no bumbum deixará de surtir efeito.
  • A criança até pode obedecer após uma palmada, mas não aprende verdadeiramente, apenas tem medo de apanhar novamente.
  • Porque depois da palmada sempre, ou quase sempre, surge a culpa por parte dos pais.
  • Porque mostra que bater é uma forma de se comunicar e resolver conflitos e isto pode influenciar no relacionamento com os coleguinhas da escola.

O que a criança aprende através da palmada?

  •  A ter medo do maior, do mais forte ou do poderoso.
  • A perda do interesse da atividade em que estava fazendo no momento em que apanhou.
  • Que é válido ter um comportamento agressivo.
  • Que a força e a violência são mais importantes do que o diálogo.
  • Que omitir ou ocultar fatos pode dar bons resultados.
  • Que os pais não são confiáveis.

Mas como dar limites sem bater?

  • Através do carinho, amor, reflexão e diálogo.
  • Premiando ou recompensando o bom comportamento e entendendo que premiar não é obrigatoriamente dar coisas materiais.
  • Fazendo com que a criança assuma as consequências dos seus atos.

Compartilhem conosco as experiências de vocês!

Beijos

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Foto-Leti-217x300Letícia Casonatto é pedagoga, especialista em Psicopedagogia, Neuropsicopedagogia e Inclusão Escolar. Atuou como professora por 13 anos em escola particular e há 7 anos atua na Clínica Jeito de Ser. É mamãe do Joaquim de 4 anos. “Ser mãe é vivenciar diariamente tudo o que aprendemos um dia, mas acima de tudo ver que o sentimento e o coração é o que nos move em cada decisão.”

Comentários (4)

  1. cristiane

    Concordo em gênero, número e grau!! Bater não é a solução. Minha mãe me batia quando eu era criança e não gosto nem de me lembrar das vezes que isso aconteceu. Quando quebrava alguma coisa morria de medo, entrava em pânico quando ela descobrisse, mesmo que não fosse de propósito…apanhava.
    Com minha filha quero fazer totalmente diferente e dar muito carinho para ela e ensinar conversando..

    Reply
    1. Karine Callegari (Post author)

      Olá Cris!
      Nossa experiência sempre é significativa, tanto positivamente, quanto negativamente na forma como educaremos nossos filhos!
      Sou a favor por educar pelo respeito e não pelo medo. Não quero em hipótese alguma que meu filho tenha medo de mim.
      Fico muito feliz com sua contribuição e muito obrigada por nos acompanhar sempre!
      Bjs

      Reply
      1. cristiane

        Eu é que agradeço por disponibilizar um espaço para trocarmos informações neste universo maravilhoso que é a maternidade!!
        Pode ter certeza que está me ajudando muito com as dicas e informações!! Adoro o seu blog!!

        Reply
        1. Karine Callegari (Post author)

          Cris… fico muito feliz, muito mesmo!
          Sempre que quiser sugerir algo fique bem a vontade.
          Mil bjs e bom final de semana!

          Reply

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