A importância das emoções!

a8440

 

Olá Mamães Toda Hora!

Todas bem?

Hoje é dia de especialista e, nossa parceira, mãe, psicóloga Mônica Vagliati que está na sua segunda edição do Ateliê das Emoções para crianças de 04 a 10 anos.

O objetivo de nós mães entendermos sobre emoções é aprendermos a lidar de uma maneira mais tranquila e certa mediante o aparecimento das mesmas.

Hoje mesmo, depois de o Léo ficar em casa por uma semana comigo, tivemos momentos de alegrias por algumas conquistas significativas, de sorrisos, carinho e afetividade… momentos de medo pela estomatite herpética que o Léo teve que desencadeou mais mimos e consequentemente maior frustração quando ele teve que retornar à escola por não poder fazer o que ele queria (que era ficar em casa conosco!). Outros momentos de tristeza gerados pela ansiedade de separação (mais minha que dele!), pela dor que ele sentiu, de raiva por não poder proporcionar um alívio imediato da dor e por ele não conseguir administrar a mesma ficando irritado, brabo… As emoções fazem parte da nossa vida afetiva e nos fazem evoluirmos como sujeitos.

Portanto mamães, entendo um pouco mais a respeito da importâncias das emoções com o texto a seguir.

Boa leitura e um beijo enorme!

************************************************************************************************************************************

O mundo parece estar acordando definitivamente para a ideia de que precisamos educar nossas crianças não apenas cognitivamente, mas também socioemocionalmente. As emoções básicas são fundamentais ao saudável funcionamento das crianças e são facilmente reconhecidas por elas a partir dos seis anos de idade. Em alguns casos, são reconhecidas já aos cinco anos e, em situações menos comuns, antes mesmo desta idade.

De acordo com essa proposta, as emoções são classificadas em dois grupos: as agradáveis e as desagradáveis de sentir. Explico: as emoções são humanas, e não há nada de errado em um ser humano sentir todas elas. Dizer que uma emoção é negativa pode levar a pessoa a achar que ela é ruim, ou, talvez, que ela esteja errada ao sentir algo negativo. Desta forma, destacam-se cinco emoções que consideramos básicas. De um lado, a agradável: a alegria (felicidade); do outro, as desagradáveis: a raiva, o medo, a tristeza e o nojo.

Alegria

A alegria de uma mãe é o próprio filho, suas conquistas e sua felicidade. Pessoas com capacidade de demonstrar sua alegria a quem convive com elas, tanto por linguagem verbal como por linguagem não verbal, sejam mais benquistas no âmbito social. Logo, elas são mais convidadas para eventos, que variam de um cafezinho no meio da tarde e viagens. Para seu filho, festinhas e passeios no parque.

Outro detalhe com importante impacto social é o sorriso. Esse sorriso começa a aparecer no bebê quando ele tem em torno de 8 semanas de vida. O sorriso com sentido social surge em seguida, quando ele passa a perceber os benefícios de dar um sorrisinho para o papai, a mamãe, os avós e os titios.

O benefício do sorriso é óbvio: ele aumenta a viabilidade adaptativa do bebê, pois a partir dele a criança recebe mais atenção por parte de seus cuidadores. Dessa forma, o sorriso reflete a alegria, e esta emoção serve também para que nosso bebê seja mais bem cuidado, se adapte melhor ao meio e aumente a sua viabilidade reprodutiva.

Medo

O medo é uma das sensações cuja utilidade é mais fácil de deduzir. Para preservar a vida! O medo fornece proteção ao nosso bem maior: a vida. Ele protege a nós mesmos e tem extensão protetiva aos nossos entes queridos, principalmente nossos filhos.

Surgem novos “predadores”: automóveis, máquinas, ruas e bairros perigosos, assaltantes, sequestradores, estupradores, estelionatários, pedófilos, golpistas da web e tudo o que há de mais repulsivo como produto da ausência de empatia e da gravíssima desregulação emocional. Portanto, nossos perigos não diminuíram com o passar dos anos. Eles se modificaram. Para que seus filhos sintam essa preocupação, é necessário que eles tenham passado pelas importantes e saudáveis etapas do desenvolvimento, possuindo, por exemplo, capacidade de tolerar frustações, expressa por pensamentos como: Não posso fazer tudo na minha vida, devo respeitar limites!

Nojo

Sentir nojo é muito necessário. Trata-se de um sentimento que pode nausear e levar ao vômito, dependendo do objeto ou fato nojento ou, ainda, da sensibilidade, que varia de pessoa para pessoa. Por exemplo, quando você diz: Eu tenho nojo da cara daquela pessoa. Você ativa o nojo, ele está levando você a se diferenciar de pessoas cujas atitudes você não concorda. Algo dentro de você está dizendo: Eu não sou assim, eu não pertenço a este grupo, não concordo com este tipo de atitude, definitivamente, eu sou diferente.

Tristeza

Se o medo é uma das opções mais facilmente entendidas pelos leigos quanto à sua funcionalidade e à sua adaptabilidade, a tristeza é justamente o oposto. Ela oprime, é melancólica e, em doses elevadas, é paralisante. Direciona os pensamentos para coisas negativas, gera culpa e pode levar o sujeito a negligenciar sua própria existência. Sem a tristeza, não refletimos acerca de nossas ações e, consequentemente, não constataríamos a necessidade de mudanças de nossos atos. Tristeza gera, portanto, reflexão e mudança.

Raiva

A raiva é um componente agressivo que faz parte de nossa constituição natural. A partir de sua ativação, mantemos a capacidade de preservar a vida diante de possíveis agressores que venham a ameaçar nós mesmos, nossos filhos, nosso território ou nossos entes queridos. A ausência de raiva nos deixaria passivos ante todo tipo de agressividade.

A raiva é necessária para a preservação do ser humano. Mesmo que você seja humilhado e incapaz de reagir a tais humilhações, sentir raiva é uma maneira de dizer: “Eu não concordo com o que fazem comigo, eu não aceito isso”. A raiva é uma das emoções mais rejeitadas pela nossa moral judaico-cristã. Em nossa cultura, sentir raiva parece ser coisa de gente má. Comentários pejorativos acerca de demonstrações de raiva são comuns. É claro que o excesso de manifestações raivosas assusta e, com frequência, é interpretado como parte de um temperamento descontrolado. Porém, excessos à parte, a raiva normalmente é bem compreendida.

Na dose correta

As emoções operam assim mesmo: uma puxa a outra. É uma verdadeira teia emocional, na qual as experiências de vida ativam diversos registros emocionais. Há também elementos capazes de inibir ou de reduzir a percepção da emoção medo, como, por exemplo, a impulsividade. A impulsividade contradiz a leitura e o discernimento acerca do medo, podendo conduzir a pessoa à exposição direta ao perigo. Uma ótima maneira de intervir nas emoções e de promover a necessária regulação emocional é por meio da assertividade. Portanto, levando-se em conta que as emoções “entupidas” nos fazem, de certa forma, adoecer, as expressões assertivas devem ser estimuladas em uma educação, ou reeducação, com base socioemocional. Um dos problemas que mais assolam o curso de uma infância saudável diz respeito à raiva parental dirigida às crianças sob a forma de abusos físicos. Pais raivosos apelam para a punição física como um meio de educar. Desista! Bater não educa, apenas ensina que esta é uma maneira de lidar com a frustração.

************************************************************************************************************************************

monicaMônica Vagliati é Psicóloga Clínica especialista em Psicoterapia Cognitivo Comportamental de crianças, adolescentes e adultos. Atua há 10 anos em consultório clínico na Clínica Espaço Equiliibrium. Instagram: PSIMONIVAGLIATI – Facebook: Psicologa Monica Vagliati

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>