Saudades do meu bebê!

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Olá Mamães Toda Hora, todas bem?

Esta semana, mais forte do que nunca, emergiu um sentimento enorme de saudades de quando o Léo era bebê!

Não sei muito bem o motivo pelo qual ele surgiu tão forte, mas me fez pensar nas consequências do meu comportamento para com o Léo.

Deixa eu explicar melhor!

Sempre sonhei em ser mãe… sempre desejei um bebê em meus braços… sempre acreditei que teria facilidade em lidar com algumas situações, principalmente o fato de deixá-lo na escola ou com alguém! Sempre acreditei, devido ao meu ritmo de trabalho (manhã, tarde e noite – todos os dias), que enlouqueceria ficar 4 meses em casa sem trabalhar.

Mais uma vez me enganei! Os 4 meses passaram voando e hoje sinto saudades! Gostaria de voltar no tempo e aproveitar mais, me queixar menos! Queixas de sono, cansaço, frustração, de não saber o quê fazer quando ele passava horas chorando, de não conseguir tomar um banho direito, de não conseguir relaxar, de ter que acordar de madrugada… Queixas que hoje sinto saudades!

Saudades de ficar o dia inteiro em casa com ele, só para ele. Ter ele em meus braços e ver aquele “serzinho” tão dependente de mim. Passar horas amamentando, velar seu sono (diurno e noturno) mesmo exausta, sem forças e nem vontade para fazer mais nada.

Saudades de fazer ele adormecer em meus braços e dormirmos juntos… saudades de conseguir segurar ele com um braço só e aconchegá-lo em meu peito. Saudades de passear durante o dia (e todos os dias) de carrinho para aproveitar o sol e tentar fazer ele adormecer.

Saudades de inventar mil maneira para tentar fazer ele dormir, mesmo sabendo que não era correto e mesmo assim eu tentava.

Sinto saudades de quando tinha que sair de casa com praticamente uma mala, cheia de coisas que, provavelmente, eu usaria (tah, sou exagerada e, confesso, que ainda hoje levo coisas demais!) mais bebê conforto, mais carrinho…

Saudades de um tempo que não volta mais! Simples assim…

Devido minha vida ser sempre turbulenta, com mil tarefas… o Léo vai à escola desde os 4 meses. Nunca pensei que fosse sentir o que senti e, principalmente, jamais pensei que continuaria sentindo após 1 ano e 11 meses. A dor que sinto e a sensação de abandono geram um sentimento de culpa em mim. Culpa por não ter tido muito tempo no primeiro ano de vida (mesmo sempre prezando pela qualidade e não pela quantidade) e culpa por hoje também não poder ficar o tempo que gostaria com ele. Por isso, sinto tanta saudades da minha licença.

Talvez por eu me sentir tão culpada, até hoje o Léo não dormiu fora de casa (nem nos avós, nem nos dindos, nem na tia). Até pouco tempo atrás ele dormia em meu quarto… Até hoje, levanto várias vezes à noite para ver se ele está bem, se está coberto, se está gelado… Até hoje ele saiu sozinho com os dindos uma única vez… E, até hoje, deixar ele na escola é sofrido! São pouco dias que ele entra bem, tranquilo e nem me dá bola. Na maioria das vezes ele faz uma cena, um drama e chora muito. Sei que um minuto depois está tudo bem e confio muito na escola que ele vai. Além disso, tenho certeza que a minha ansiedade, culpa, ou seja lá o que isso for, interfere no comportamento dele.

Leio muito sobre a Teoria do Apego de John Bowlby e sei que os bebês  se apegam aos adultos que são mais próximos, mais sensíveis e mais receptivos às relações sociais com eles, e que permanecem como cuidadores compatíveis por alguns meses durante o período de cerca de seis meses a dois anos de idade. Quando a criança começa a desenvolver sua autonomia – engatinhar e a andar, ele começa a usar as figuras de apego (pessoas conhecidas) como uma base segura para explorar além e voltar em seguida. A reação dos pais leva ao desenvolvimento de padrões de apego; estes, por sua vez, levam aos modelos internos de funcionamento, que irão guiar as percepções individuais, emoções, pensamentos e expectativas em relacionamentos posteriores. E é nessa questão que tento me policiar e que muitas vezes me pego pensando em como estou reagindo e quais as consequências do meu comportamento no desenvolvimento emocional do Léo.

Isso, por sua vez, pode estar gerando no meu pequeno (e em mim também!) o que chamamos de Ansiedade de Separação. Diversos estudos parecem indicar a ansiedade de separação materna como um importante fator que influencia a adaptação psicossocial da criança e consequentemente o seu desenvolvimento social. Tal ansiedade é considerada normal e adaptável para os bebês durante um período e intensidade. Porém, a ansiedade de separação materna influencia a qualidade da adaptação da criança, podendo mobilizar comportamentos reveladores de uma baixa competência social.

Portanto mamães que ainda têm tempo! Aproveitem muito… curtam muito!

Me lembro que quando estava grávida muitas amigas minhas que já eram mães, me falavam que eu sentiria falta do barrigão e de tudo que vinha com ele… Elas estavam certas… E assim como sinto saudades do meu barrigão, sinto saudades do meu bebê e me preocupo muito em fazer as coisas da melhor maneira tendo a consciência que estarei longe de ser a mãe perfeita.

Um beijão enorme a todas e bom final de semana!

Comentários (11)

  1. Andreia

    Oi Ka

    Tudo o q tu descreveu já senti tb e mesmo tendo todo tempo disponível aos meus filhos sempre acho q poderia ser melhor. Agora essa saudade de barriga o e bebê eu matei com nascimento do Rafael, com o segundo filho tudo é mais fácil e prático. Quando o Vini vai em aniversários sozinho tenho o Rafinha como meu companheiro. Bjs

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    1. Karine Callegari (Post author)

      oi Deia… Pois é né… Mesmo tendo tempo, sempre achamos que poderíamos ter mais e aproveitar mais… Como pode? E como eles crescem rápido, né…
      vamos ver se conseguirei ter o segundo (a)… tenho certeza que será mais fácil e prático e farei muitas coisas de forma diferente e talvez mais relaxada para aproveitar mais…
      beijos… saudades de vocês e obrigada por sempre contribuir com o blog… você vale ouro…

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  2. Sabrina Pedron

    Karine queridaaaa… te inspirou na minha foto que eu sei hehe. Adorei o texto e sei que daqui 4 meses ou mais vou me identificar plenamente hehe. Por isso que eu digo que “filhos de psicólogas” são os piores huauaua tira as “minhocaradas” da tua cabeça, esqueça a teoria x, y, z e deixe fluir a tua teoria como mãe do Léo ser único, lindo e perfeito. És uma supermãezona dedicadíssima em tudo o que faz com ele ou por ele. Te admiro muito! Bjão

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    1. Karine Callegari (Post author)

      Sabrina querida… tua princesa é linda… E certamente olhar suas fotos deu mais saudades ainda do tempo em que o Léo cabia um braço só!!!!
      Você está completamente certa e penso como você… filhos de psicólogas e professoras são os piores… me ferrei… sou as duas coisas…kkkk Mas procuro não me ater as teorias e deixar fluir a maternagem em mim…. Mas confesso, que muitas vezes as pessoas me questionam e por isso as “minhocaradas” aparecem… obrigada pelas lindas palavras e a admiração é recíproca.
      Fiquem bem e APROVEITA MUIIIIIITTTTTTOOOOOOOO….
      Obrigada pela contribuição.
      bjs

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  3. cristiane

    Ah eu também sinto saudades da minha recem nascida…e também do meu barrigão… a sensação que tenho é que passou tão rápido que não curti direito!!Eles crescem e se desenvolvem absurdamente rápido! O dia que minha nene começou a caminhar eu é que me assustei…

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    1. Karine Callegari (Post author)

      Perfeito Cristiane… Essa é a sensação… Passa tão rápido que parece que não aproveitamos o suficiente…
      Obrigada pela contribuição.
      Bjs

      Reply
  4. Juliana

    Eu sinto muita falta de cada etapa que já passou do crescimento da minha filha. Quanto a culpa, nunca imaginei que a sentiria tão intensamente, sempre falava durante a gravidez que assim que a médica me liberasse iria retornar a academia, as reuniões de trabalho e td mais, hoje ela está com um ano e meio e eu tentei retornar a academia duas vezes mas a minha culpa fez com que eu desistisse, ela tb vai a escolinha desde os seus 4 meses e penso que fico tão pouco tempo com ela e ainda o pouco tempo que temos para ficar juntas eu vou deixa-la!!Eles realmente sentem nossa insegurança neste momento, pois ela chorra muito e se agarra em mim td fez que preciso deixa-la somente com o pai, e a academia até hoje não voltei…rsrsrs.
    Me pergunto, será que este apego..está culpa nunca vai me abandonar??
    Me identifico muito com as matérias do blog, obrigada Karine por nos proporcionar este espaço.
    bjss
    Juli

    Reply
    1. Karine Callegari (Post author)

      Oi Juliana… que Feliz que fico com essas identificações e me sinto lisonjeada em saber que você está gostando do blog, esse é o melhor retorno!
      Essa sua pergunta é a mesma que a minha… Sinceramente acredito que o apego… a culpa… sempre estarão presentes, porém vão se transformando com o passar do tempo… Mas eles serão sempre nosso melhor e nosso bem maior…
      Obrigada de coração pela contribuição.
      mil bjs

      Reply
  5. Shirley

    Esses posta já tem um bom tempo, mas queria registrar aqui meu comentário, minha bebê completa 23 dias hoje, me sinto culpada por desejar que ela cresça logo a todo instante, não durmo, não como direito, tomo banho de porta aberta, e por 3 minutos. Cabelo e unha??? Sem chance, tá difícil pra mim. Ela é uma boneca, queria ela mais fortinha, pra ter mais segurança. Amei seu post, parabéns.

    Reply
    1. Karine Callegari (Post author)

      Obrigada! Mas pode ter certeza, que depois que ela crescer você vai sentir saudades do seu bebê…Daqui a pouco as coisas se ajeitam, esse período é cruel, desgasta mesmo…mas daqui a pouco melhora. Obrigada pela contribuição! Força!!!! Bjs

      Reply
    2. Karine Callegari (Post author)

      Oi amada… O primeiro mês é punk! Depois nos acostumamos e aprendemos a lidar e ater mais tempo para a gente. Parabéns pela boneca e força na peruca!!! Bjs e obrigada pela contribuição.

      Reply

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