Como ajudar seu filho a lidar com o medo?

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Olá Mamães Toda Hora!

Todas bem?

Hoje é dia de especialista e, continuando o tema das emoções, hoje a parceira, psicóloga e mãe Monica Vagliati nos dá uma ajuda para entendermos quando o medo aparece para nossos pequenos e como podemos ajudá-los neste momento.

O Léo se arrisca bastante e pouco demonstra medo. Porém, faz pouco tempo que começou a ter medo de alguns animais que considero inofensivos como formigas, mosquitos, moscas… Antes ele não tinha, mas agora, em alguns momentos, começou a dizer que tem medo quando se depara com algum desses…

E o que fazer? Cada etapa uma descoberta!

Boa leitura a todas e um beijo enorme.

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O medo é uma emoção instintiva e universal que funciona como um sinal de alarme, nos avisando sobre um possível perigo (real ou imaginário) à nossa integridade.

Exagerar na atenção dada ao medo do seu filho é tão prejudicial quanto considerá-lo uma bobagem. Como tudo na vida, é preciso equilíbrio. Em vez de fazer suposições, é necessário perguntar à criança o que ela está pensando ou sentindo em relação ao seu temor.

Diante do medo, os pais precisam ser “continentes”, ou seja, capazes de proteger e explicar, sem provocar o enfrentamento. Somente mostre aos pequenos que não há nada atrás do armário, nem debaixo da cama, deixando-os mais seguros. Os pais jamais podem utilizar esses seres imaginários para coibir comportamentos indesejáveis; devem deixar claro que tais seres não existem. Os pais devem passar segurança e credibilidade em suas explicações, pois a criança confia muito neles.

Não há uma linha exata que separe uma relação de medo normal de um medo patológico. Em geral, quando ele se torna muito intenso, acompanhado de reações exacerbadas, é sinal que se transformou em fobia. Nesse caso, é hora buscar a ajuda de um profissional.

Qual o lado positivo do medo? O medo funciona como um alerta frente aos perigos reais. A criança torna-se prudente. Existem medos que acompanham as fases do desenvolvimento e requerer trabalho psíquico para sua elaboração.

Qual o lado negativo do medo? Quando sua duração e intensidade são constantes e verifica-se que a criança não consegue lidar com esse sofrimento. A forma mais comum aparece através de condutas evitativas.

Dicas:

Não mentir para a criança preservando a relação de confiança.

Evitar utilizar monstros e bruxas como formas de impor limites. Como também, inundar a mente da criança com seus próprios medos e temores.

É fundamental a presença dos pais na rotina da criança.

Dar limites, pois sabendo quais são seus limites, até onde pode ir, a criança se sente mais segura. Nada causa mais medo na criança do que ela achar que é poderosa, que manda em todos e pode tudo.

 Embora o desenvolvimento de cada criança seja único, é possível identificar algumas características comuns quanto ao medo conforme as fases do desenvolvimento:

Antes dos 2 anos: pessoas desconhecidas, ansiedade de separação, alturas e ruídos fortes.

Dos 2 aos 4 anos: escuro e animais.

Dos 4 aos 6 anos: pessoas maldosas, ferimentos, acidentes, monstros e seres sobrenaturais, dormir sozinho no quarto e relâmpago.

Dos 7 aos 8 anos: viajar de avião, catástrofes naturais, doenças e ser raptado.

Dos 9 anos: morte, preocupações relativas sobre desempenho escolar, aparência física, popularidade, amizades, etc..

Os medos infantis só devem causar preocupação quando paralisam os pequenos e os impedem de se desenvolver, brincar e se relacionar com as outras crianças. Neste caso, busque ajuda!

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monicaMônica Vagliati é Psicóloga Clínica especialista em Psicoterapia Cognitivo Comportamental de crianças, adolescentes e adultos. Atua há 10 anos em consultório clínico na Clínica Espaço Equiliibrium. Instagram: PSIMONIVAGLIATI – Facebook: Psicologa Monica Vagliati

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