As próximas fases da Maternidade!

leo coluna

 

Olá Mamães Toda Hora, todas bem?

Dando continuidade ao post da semana passada, hoje falarei das demais fases da maternidade sob a minha ótica e experiência. Falei das três primeiras fases (tentar engravidar, estou grávida e gestação), portanto falarei da quarta em diante hoje. Talvez o texto tenha ficado um pouco longo, mas procurei expressar o que de fato senti em cada uma delas.

QUARTA FASE – O PARTO!

Sempre sonhei e idealizei o parto normal! Não me via sendo mãe sem passar por esta experiência. Daria tudo de mim para que isso acontecesse. Como cheguei ao meu limite e nem a bolsa havia rompido e nem as contrações haviam começado, baixei hospital para começar a indução do parto. Não fazia ideia do que era. Como já faziam umas três ou quatro noites que não dormia, numa segunda feira, 09 de setembro de 2013, internei e passei mais uma noite em claro novamente (mais uma de muitas até hoje). Meu médico estava lá me esperando e nos orientou (a mim e ao meu marido) o que precisávamos fazer. A noite foi passando, e continuava sem sentir nada! Zero de dilatação. A cada pouco vinham verificar como eu estava passando e qual era a minha situação. Pedi para meu marido ir para o quarto e fiquei sozinha. Precisava deste momento para mim. Tentar administrar todas as emoções e sentimentos que este momento estava me proporcionando. No meio da madrugada as contrações iniciaram… tudo muito suportável, espaçado e tranquilo.

De manhã elas intensificaram, mas ainda tudo certo. De tarde “liberei” novamente meu marido, pois estava achando tudo muito tranquilo. De repente, as contrações se intensificaram de tal forma que parecia quase insuportável. Permanecia ali, idealizando o parto normal, porém continuava com zero de dilatação. Entre um MAP e outro (um exame que serve pra monitorar os movimentos do bebê e também as contrações) a dor ficava cada vez maior e não havia maneira de dilatar.

Caminhava de um lado para outro, tentava respirar, até que chegou o meu limite e, com muita dor no coração e muito frustrada comigo mesma, às 18h, desisti do parto normal. Juro… não aguentava mais. A cesárea foi marcada para às 20h50. As contrações estavam de 5 em 5 segundos, mal dava para respirar que já vinha outra. Me colocaram no chuveiro, com bola, mas juro… a dor era enorme! Até que chegou a hora.

Depois da anestesia, demorou 10 minutos, exatamente 10 minutos e meu bebê já havia vindo ao mundo. Meu marido me acompanhou e ficou ao meu lado o parto inteiro e havíamos combinado que assim que o bebê nascesse ele iria atrás dele. Foi engraçado… ele saiu correndo… foi lindo de ver. Logo em seguida o Léo estava comigo… colocaram o rosto dele colado ao meu! Me lembro de dizer a ele naquele momento que eu era a mulher mais feliz do mundo e que eu amava ele demais… Posso afirmar que esse foi o momento mais mágico da minha vida. Conhecer meu anjo!

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Sei que durante a gravidez, uma das preocupações das mulheres é a forma que o filho virá ao mundo. Especialistas são unânimes em afirmar que não existe um tipo ideal de parto, embora o normal seja o mais indicado, por oferecer um ambiente mais seguro para mãe e o bebê. O ideal é conversar com o seu obstetra e ver qual tipo é mais indicado as suas necessidades e condições (físicas e emocionais).

QUINTA FASE – OS PRIMEIROS DIAS!

Logo que o parto acaba, no meu caso, fui para a sala de recuperação e em seguida trouxeram o Léo. Foi uma sensação estranha. Colocaram ele no meu peito. Eu não sentia direito meu corpo, eu tremia toda e tinha medo que ele caísse. Cada pouco chamava a enfermeira, pois ele largava o meu seio e eu não tinha condições de ajudá-lo. É incrível como nosso instinto materno nos ajuda muito nessas horas. Fomos para o quarto, maridão esperando com cara de bobo… e logo começou nossa jornada de pais. É uma mistura de sentimentos e emoções. Tinha dor da cesárea, tinha dor no seio, mas tudo era lindo… mágico. Na primeira noite em que o Léo chorou (ainda no hospital), fiquei durante uma hora com ele no meu colo tentando acalmá-lo. Parecia que ninguém mais podia ajudar! Via nos olhos da minha mãe (que estava comigo) uma preocupação e ao mesmo tempo um orgulho imenso por me ver cuidando com tanto afinco dele. E ele só tinha fome, e meu seio não estava dando conta do recado.

Passado dois dias do nascimento do Léo, fomos para casa. Jesus… tudo muito novo… estávamos só eu, meu marido e o Léo. Nesse momento, a ansiedade toma conta de tal forma que fica difícil de explicar.

Vou me atrever a dar um conselho para quem está grávida! NOS PRIMEIROS DIAS EM CASA PROCUREM NÃO RECEBER MUITA VISITA! Não é por mal… sei que todo mundo que veio na minha casa já no primeiro dia, veio com a melhor das intenções e carinho. Mas hoje percebo que quando chegamos em casa é tudo muito novo. Não nasce apenas um bebê, nasce uma mãe, nasce um pai e todos precisam se conhecer e se adaptar a essa nova situação. É um aprendizado para todos. Nós mães estamos cansadas, acabadas, sem dormir e quando o bebê dorme, precisamos aproveitar para tomar um banho e descansar também.

Os primeiro dias são lindos, porém difíceis. Estamos aprendendo a decodificar as mensagens que nosso filho está querendo enviar.

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SEXTA FASE – OS MESES PASSAM VOANDO!

É engraçado… os meses passam voando… consultas ao pediatra sistematicamente, vacinas, mamadas de duas em duas ou três em três horas… depois espaçam… acaba a licença maternidade (para quem precisa voltar a trabalhar)… Ou deixamos com os avós, ou com babás ou em escolinhas (como no meu caso)… mas independente, acredito que toda a mãe, quando chega esta hora e precisa se afastar do filho, sofre muito. Nosso pensamento e nosso coração fica com eles… Eu ligava umas dez vezes para a escola e não via a hora de buscá-lo. Aos poucos vamos nos acostumando com esta separação e percebemos que todos sobrevivem!

Nós comemoramos os mesversários… nada muito “chique” um bolo e velas… mas cada um foi lindo da sua maneira. Cada evolução de um mês para outro foi gritante.

Quando vemos eles estão emitindo sons lindos e sorrindo, quando vemos nasceu um dente… e outro… e outro, quando percebemos eles já não mamam tanto e já estão comendo comidas, quando nos damos conta eles estão sentando, engatinhando, caminhando e se passou um ano!

SÉTIMA FASE – DEPOIS DE UM ANO!

Juro, depois de um ano, sentimos saudades do nosso bebê… Sentimos saudades deles no nosso colo o tempo todo… Mas é lindo de ver como eles evoluem rapidamente. Eles começam a interagir mais, pular, juntar palavras, formar frases, brincar mais… começam a mostrar sua independência e gritam por autonomia, não querem mais as fraldas… As birras fazem parte… Paciência é algo que já aprendemos a desenvolver (pelo menos com o filho) e tudo nos enche de orgulho e nosso coração transborda de amor.

Sim, é inexplicável o amor que sentimos! Só mãe sabe que amor é esse. Largamos qualquer coisa por eles e fazemos o que estiver ao nosso alcance para que ele tenha o maior carinho, a maior atenção para seu desenvolvimento ser da maneira mais saudável possível.

Dividam comigo a experiência de vocês!

Vou adorar!

Mil beijos e bom final de semana!

 

Comentários (2)

  1. sheila

    Colocando Minha leitura em dia hj… kkkkk… lembrando da minha fase, digo q foi maravilhosa e horrível, pois não tinha noção de nada, o Luís chorava (e chora até hj) horrores… ficava desesperada… acho q chorei até uns 5 meses tbm… mas te foi maravilhoso!! Hj ao recordar, percebi o qto sinto falar dessa fase inicial.. o qto mais poderia ter aproveitado! Ficará pro segundo.. hehehehehe… bjoooos

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    1. Karine Callegari (Post author)

      Oiiii Sheila! Estava sentindo sua falta… Bora para o segundo fazer melhor ainda… saudades dessas fasesss… saudades de vc… bjs

      Reply

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