Estimular a fantasia do Papai Noel é saudável para o desenvolvimento dos pequenos?

André Pelizzari Fotografia

 

Olá Mamães Toda Hora, todas bem?

Hoje inicia o mês de Dezembro… E com ele toda a magia e doçura do Natal. É um momento de nostalgia, solidariedade, amor, compaixão, doação…

Como o Léo já está com 2 anos e 2 meses, e já entende muita coisa. Esse ano, decidimos passar o Natal com a família toda. Junto com minha prima, pensamos na importância de resgatarmos o bom Velinho para que as crianças possam fantasiar e, assim, desenvolver a imaginação que esse momento propicia.

Hoje mesmo fui buscara fantasia que havia encomendado. Pensei em tudo com o maior carinho. Agora só precisamos decidir quem será nosso artista! Apesar do Léo ainda ter medo do Papai Noel, acredito que como todos os medos, este deve ser enfrentado o quanto antes para que ele possa, a cada ano, curtir mais e mais esses momentos.

Portanto, nossa mãe e psicóloga Mônica Vagliati aborda a questão de quanto é saudável estimularmos nossos pequenos a entrarem nesta fantasia.

Boa leitura!

Um beijo enorme!

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A figura do Papai Noel proporciona uma infância mais feliz e cheia de imaginação. Também oferece outras representações simbólicas: o velhinho barbudo e simpático é o valor da família, da fraternidade e da bondade. E é também o respeito pelo idoso.

O papel dos pais no Natal é facilitar o mundo da imaginação para os pequenos, oferecendo-lhes todas as possibilidades de sonho e fantasia. Ninguém deve tirar de uma criança a capacidade de fantasiar.

A fantasia é importante e necessária para o desenvolvimento saudável da criança, e precisa ser respeitada, sem incentivar, nem reprimir. A fantasia estimula a imaginação, a capacidade criadora, e acelera o desenvolvimento intelectual. Por isso, podemos vê-las conversando com bonecas e outros personagens, em um mundo de super heróis, fadas e monstros com quem podem brincar e desenvolverem-se. É no mundo ilusório e imaginário que os desejos não realizados podem ser realizados. E através do faz-de-conta que ela aprende a entender o ponto de vista do outro e a desenvolver as habilidades na solução de problemas.

Avaliação do comportamento: Entregue vários materiais escolares aos pequenos e peça que façam um desenho para o Papai Noel, que escrevam seus nomes (se já souberem escrever) e que relembrem tudo o que fizeram de bom durante o ano. Se houver algum mau comportamento também é válido recordar, para trabalhar valores.

Evitar Consumismo: Uma saia-justa que pode aparecer nesse momento é a criança pedir ao Papai Noel um presente muito caro, que os pais não poderiam comprar depois. Mas é contornável: oriente a criança a dar mais de uma opção ao Papai Noel ou, ainda, aconselhe-a a pedir algo mais acessível, pois afinal de contas ele terá muitas crianças para presentear.

Trabalhar Imediatismo: Depois da carta, vem à espera, e com esta as crianças de hoje não estão habituadas a lidar. “Elas andam muito imediatistas, mas com o Papai Noel não funciona. Elas têm de esperar pela chegada da carta e depois do presente. Desenvolver esse trabalho pode ser muito benéfico para os filhos.

Solidariedade: De suma importância que a criança realize a doação de um brinquedo seu em bom estado para outra criança carente. Esse é um valor que nunca pode ser esquecido!

A resposta do Papai Noel: A carta para Papai Noel por si só já faria a fantasia no bom velhinho valer a pena. Os pais devem providenciar tanto o envio (que é feito na companhia das crianças), quanto a resposta, que costuma ser recebida com a maior euforia pela garotada. “Não dá nem para mensurar o efeito da chegada da carta na autoestima da criança. É realmente mágico.
Feliz Nata a todos!!!!!

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monicaMônica Vagliati é Psicóloga Clínica especialista em Psicoterapia Cognitivo Comportamental de crianças, adolescentes e adultos. Atua há 10 anos em consultório clínico na Clínica Espaço Equiliibrium. Instagram: PSIMONIVAGLIATI – Facebook: Psicologa Monica Vagliati

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