Desenvolvendo a autonomia do seu filho!

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Olá Mamães Toda Hora, todas bem?

Hoje é terça-feira, dia de especialista! Nossa parceira, mãe e psicopedagoga Letícia Casonatto aborda um tema de extrema importância na educação das crianças – A AUTONOMIA!

O Léo está numa fase em que quer fazer suas próprias escolhas e, as vezes, não sei até que ponto é bom. Como a Letícia diz, é preciso EQUILÍBRIO. Mas confesso ter dificuldade em discernir quando é demais.

Boa leitura e um beijo grande a todas.

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Todos os pais desejam que seus filhos cresçam, se desenvolvam e sejam felizes. Para tal os pais necessitam promover a autonomia de seu filhos. Ser autônomo é a capacidade de assumir responsabilidades, mesmo que sejam pequenas, considerando as necessidades pessoais e do outro. Incentivar sempre a criança a cuidar dos seus pertences e dos materiais de uso comum é sempre importante. Esse desenvolvimento significa ajudá-las a progredir na definição da própria identidade, no conhecimento e na valorização de si mesmas.

A essência da autonomia consiste no fato de que as crianças se tornem capazes de tomar decisões por elas mesmas. O que é diferente da liberdade completa. A autonomia significa ser capaz de considerar os fatores relevantes para decidir qual deve ser o melhor caminho da ação. E mais: assumir as responsabilidades de sua escolha.

Não se trata de deixar a criança decidir sempre sozinha, assim como também não devemos abusar da autoridade de pais. É preciso possibilitar que a criança expresse seu desejo, aprenda a fazer escolhas e assim desenvolva sua autonomia.

Na medida em que a criança pode escolher e decidir ela tem a possibilidade de desenvolver a capacidade de discernir entre o certo e o errado, de acordo com suas convicções e os valores transmitidos por sua família.

Os pais podem e devem ajudar no desenvolvimento da autonomia da criança incentivando-a a aprender, demonstrando interesse pelas coisas dela, dialogando, dando responsabilidades, brincando e proporcionando momentos em que a criança possa fazer suas escolhas.

Mas com que idade posso estar estimulando a Autonomia do meu filho?

Nos primeiro meses eles dependem totalmente de nós, até que começam a pegar as coisas, balbuciar, engatinhar, andar e falar. É a partir desse exato momento que devemos ensiná-los a aprender as coisas básicas. Trata-se de um processo gradual, que vai se desenvolvendo à medida que o seu filho realiza novas conquistas e adquire condições que contribuem pouco a pouco para que ele se torne independente. É importante salientar que não “se dá” autonomia a uma criança, nós vamos ensinando e deixando que ela tente resolver questões, situações e conflitos nos quais houve uma orientação prévia.

Como fazer isso?

– Primeiramente você deve estar ao lado da criança, orientando no que for possível, incentivando a realização de tarefas e propondo novos desafios, sempre permitindo que ela supere seus limites e explore o ambiente, dentro do que for seguro.

– Permita que a criança envolva-se aos poucos em pequenas escolhas do dia a dia. Deixe-a decidir qual será a sobremesa do almoço de sábado, dê opções de roupas para que decida o que prefere vestir, apresente diferentes livros. Dica: limite o número de opções para que ela não se sinta perdida.

– Deixe o seu filho a par sobre os ônus e bônus de toda a escolha, antes que ele decide o que quer e dê tempo para que possa refletir. Se a criança se arrepender da escolha que fez, ensine-a a lidar com a frustração!

– Permita que a criança vista-se sozinha, isto fará com que a criança desenvolva a coordenação motora, a lateralidade, a organização do pensamento lógico. Embora simples, estes atos requerem que a criança processe e organize uma série de informações mentais antes de colocar as ações em prática. Fique atenta, pois nas primeiras vezes ela precisará de suas orientações.

A partir de um ano e meio de idade, seu filho já compreende ordens simples e pode começar a participar de pequenas tarefas como, por exemplo, guardar os próprios sapatos no local certo e a colocar a roupa suja no cesto. Você pode estimular ajudando e dando orientações, mas deixe que ele faça sozinho.

Dos dois aos quatro anos, a criança pode aprender a organizar os próprios brinquedos. Pode –se dividir por caixas uma somente com os carrinhos, outras com animais, uma com peças de encaixe e assim por diante. Esta atividade corriqueira desenvolve o pensamento lógico matemático (separação das peças segundo algum tipo de critério – como cor, forma ou tipo de brinquedo), exige planejamento, atenção e responsabilidade.

Entre os cinco e os oito anos, consolida-se a autonomia conseguida nos hábitos alimentares, de sono e higiene. A responsabilidade começa a girar em aspectos mais escolares e de relações sociais. E começa-se a exigir dele a autonomia na hora de brincar e estabelecer o seu tempo livre, de fazer os deveres.

É importante lembrar que trabalhar a autonomia dos filhos é um exercício de tentativas que exige paciência. Provavelmente seu filho não vai conseguir dominar determinada tarefa na primeira vez e isto faz parte do processo. Toda a aprendizagem envolve várias fases: a iniciativa, as tentativas, lidar com a frustração do erro, ser perseverante para tentar de novo, saber buscar ajuda e tentar novamente até conseguir.

Oriento os pais das criança que eu atendo a sempre lembrarem da palavra chave para uma educação saudável : EQUILIBRIO, pois autonomia em excesso – pode gerar sentimentos de ansiedade, insegurança, momentos nos quais ela não se sente protegida e não compreende o que pode ou não fazer. Já a autonomia em déficit – a superproteção – a criança não é estimulada a explorar e pode criar medo em arriscar ou tentar novas experiências

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Foto-Leti-217x300Letícia Casonatto é pedagoga, especialista em Psicopedagogia, Neuropsicopedagogia e Inclusão Escolar. Atuou como professora por 13 anos em escola particular e há 7 anos atua na Clínica Jeito de Ser. É mamãe do Joaquim de 4 anos. “Ser mãe é vivenciar diariamente tudo o que aprendemos um dia, mas acima de tudo ver que o sentimento e o coração é o que nos move em cada decisão.”

 

 

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