A vida não é uma propaganda de margarina, ser mãe também não!

LEO-53

 

Olá Mamães!

Sim, ser mãe é uma escolha!  Assim como outras tantas que fazemos, porém só quem é mãe sabe o que é o verdadeiro significado do amor. É algo que transcende, que não cabe no peito, que ultrapassa qualquer barreira, que faz a gente ser melhor a cada dia, a dar exemplo a crer num mundo melhor. Posso garantir que ser mãe foi a melhor escolha da minha vida!

Antes mesmo de ser mãe, sempre procurava ficar quieta e não emitir minha opinião frente alguma atitude de uma mãe justamente por não ter a mínima noção do que era desempenhar esse papel na prática.

Como tudo na vida, é necessário experimentarmos para entendermos! E mesmo assim, cada um é único e cada relação também… O que funciona para mim, pode não funcionar para outros e estamos sempre desvendando “mares” e descobrindo novas “terras”.

Em rodas de amigos, colegas, em eventos e, inclusive nas redes sociais, percebo várias pessoas comentando sobre o lado “B” da maternidade, que normalmente as mães a “pintam”  como se fosse um mar de rosas… Inclusive, no facebook, com o desafio da maternidade lançado, percebi várias pessoas falando que as mães só postaram coisas lindas e meigas!

Vocês querem saber o que penso sobre isso?

Nós mães sabemos de todo o lado difícil e ruim da maternidade… Sim, muitas vezes queremos sumir, ficamos desesperadas, irritadas e com ódio mortal de tudo e de todos…

Mas antes mesmo de o bebê nascer, ainda na gestação, também sofremos com várias coisas que são desagradáveis e, que como já disse em outros posts, são um preparo para o que está por vir.

No primeiro mês, estamos em fase de adaptação, não conseguimos decodificar o que nosso bebê quer, estamos cansadas, nos exigimos demais, a amamentação é difícil, não levamos jeito para as coisas, nos desgastamos com tudo, nosso humor fica péssimo e várias pessoas nos visitam nesse momento terrível e ficam opinando em tudo… Portanto, o primeiro mês é CATASTRÓFICO!

Depois, já estamos mais adaptadas, mas ainda sentimos muito sono, dormir é quase que impossível, tomar banho e fazer a higiene, se cuidar, se arrumar, ainda parecem coisas impossíveis de conciliar… Cólicas, refluxo, vacinas, reações das vacinas, idas ao hospital (sim, corremos para lá sempre que algo parece não estar certo)… E em cada fase várias coisas acontecem e o cansaço também continua, as exigências são outras, mas não menos intensas… Noites tranquilas, inteiras de sono jamais pertencerão ao mundo materno… Nosso sono fica mais leve, nosso ouvido fica biônico, nossos sentidos ficam todos mais aguçados…

Ser mãe é trabalhar 24h por dia, todos os dias do ano, sem folga, sem final de semana, sem feriado! É conseguir comer somente quando “nosso cliente” já comeu e nos permite comer… Para ser mãe é preciso várias competências como mobilidade, disponibilidade para ficar em pé por muitas horas, tem que saber negociar, ter paciência, ser resiliente, ter bom relacionamento interpessoal, discernimento, empatia….

Quem ainda não assistiu, vale muito a pena ver o vídeo feito por uma empresa para alguns candidatos a uma vaga anunciada como “Diretor(a) de Operações”. Durante a entrevista, feita através de uma videoconferência pelo computador, nenhum deles aceitou o trabalho. Só então os recrutadores revelavam do que se tratava: da função de ser mãe!

Então, ser mãe é uma dádiva, nem todos querem desempenhar esse papel, mas posso afirmar que quem escolhe (assim como eu escolhi) não supervaloriza o lado “B”, o lado ruim, pois aprendemos a viver com ele e entendemos que ele vem com o pacote da maternidade. Hoje mesmo falei para uma amiga minha que recém teve bebê e que passou um mês punk: “Vou te contar uma coisa: Você vai se acostumar com isso e nem vai achar tão ruim daqui a pouco”. Sim, nos acostumamos com toda essa rotina, com toda essa exigência.

Mas o que prevalece, o que nos engrandece?

Para uma mãe fica fácil dizer! E é por ser tão fácil dizer, que o lado “B” fica escondido, sem tanta relevância… Se o lado bom não prevalecesse, mães não teriam mais que um filho, não concordam? Posso dizer que às vezes me pego pensando em como será daqui uns meses tendo que dar conta de dois, mas sei que logo, logo irei me adaptar e o amor maior do mundo prevalecerá.

sim, fica mais fácil quando eles já caminham e se viram… quando comem sozinhos e desenvolvem autonomia para determinadas coisas, mas isso não quer dizer que não há dificuldades em cada fase.

Mas o que prevalece em tudo isso, então?

Não existe coisa melhor no mundo que o cheiro do nosso filho, o sorriso que eles nos dão, o colo que eles pedem, as conquistas que nos fazem vibrar diariamente, os beijos, os carinhos, os chamegos, o dormir agarradinho, saber que eles estão bem e que ainda estão pertinho da gente. Esse amor é tão grande e está nas pequenas coisas do dia a dia com eles que fica difícil explicar em palavras o motivo pelo qual as mães dificilmente falam das coisas ruins da maternidade.

A vida não é uma propaganda de margarina, que mostra felicidade e facilidade o tempo todo, mas com certeza o amor retratado no comercial  se assemelha ao que tanto tento descrever aqui no blog.

Beijos e bom final de semana!

 

 

 

 

 

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