As Cinco Linguagens do Amor das Crianças!

LEO-29

 

Olá Mamães Toda Hora, todas bem?

Hoje é dia de coluna do Papai Toda Hora, e ela está sensacional!

Quais as principais linguagens de amor com seus filhos?

Boa leitura! Beijos!

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Não sei se você como pai (ou mãe) já teve que administrar conflitos com seu(s) filho(s).

Para mim eles são diários, pequenas discussões sobre algo na hora de uma das refeições ou uma roupa que não está satisfazendo os “desejos” da pequena Isadora, até arbitrar conflitos de algum bem que deve ser compartilhado ou que tenha regras para uso, como horário e dia da semana (programa e/ou canal da tv, tablet, lugar na mesa ou a xícara mais desejada e que só temos uma… enfim, para dar confusão, motivos não faltam…acho que é só lá em casa que isso acontece…)

Confesso que para resolver questões de disputa entre meus dois pequenos, eu tenho um comportamento Salomônico, do tipo: para acabar com a briga, dividam a criança em duas partes e dêem metade pra cada um e era isso. Normalmente vou deixando o “circo pegar fogo” até efetivamente fazer uma intervenção radical (com o azulão – havaianas 41 – na mão, causando um respeito temporário) com ameaças, gritos e castigos mais severos. E confesso que não funciona, pois os conflitos acabam se repetindo passado um tempo.

Este é o meu jeito, não sou de conversar muito ou dar explicações, apenas tento resolver o problema de uma maneira rápida e justa. Minha esposa, pelo contrário, procura ensiná-los através da palavra e da argumentação, seguindo a linha de que se as crianças entenderem o porquê das coisas acontecerem, a possibilidade delas darem uma resposta positiva à regra ou pedido dos pais seja maior.

Ambos sabemos (na prática) que não há um método único e milagroso que possa nos ajudar, mas ambos vemos e sentimos que, quando equilibramos as duas maneiras de lidar com os conflitos, o resultado é melhor. Buscamos um denominador comum, com momentos nos quais as regras são explicadas, e quais serão as possíveis consequências de serem quebradas, colocando-se em prática também ações amorosas para administrar estas consequências. Estou aprendendo (e como é difícil!!!) a mesclar palavras com ações, pensando antes de agir impulsivamente.

O que aprendo todo dia é que nenhum método terá eficiência se a criança não se sentir amada pelos pais.Além disso, aprendi que um beijo e palavras de afirmação não fazem com que meu filho se sinto amado. Pois é, a coisa é mais complexa um pouco do que eu pensava.

Então, procurando estudar um pouco sobre o assunto me deparei com o livro As cinco linguagens do amor das crianças [i] onde são mostradas a importância de se conhecer qual a principal linguagem do amor de seu filho e quão importante é que esta linguagem seja constantemente falada com ele. Descobri também que cada criança entende uma das cincos linguagens de forma mais clara que as outras, na verdade, duas destas se destacam (uma primária e uma secundária).

Quem tem mais de um filho sabe bem como eles podem ser muito diferentes uns dos outros… Vou comentá-las brevemente e depois contar quais delas estou aprendendo a falar com os meus dois pequenos, o Pedro e a Isadora.

As cinco linguagens são:

  1. Palavras de afirmação: Dizer a criança palavras positivas sobre ela e elogiá-la, tais como: “Bom trabalho!”, “Obrigado por me ajudar.”, “Gostei da maneira que você fez isso; percebo que se esforçou bastante”, “Você é tão bonita”, “Amo você.”. Tais expressões de afirmação são importantes na comunicação do amor a todas as crianças, mas, para aquela cuja linguagem do amor principal são palavras de afirmação, consistem na fonte de sua vitalidade emocional.
  2. Tempo de qualidade: Implica em dar atenção total à criança. Para a criança que tem esta linguagem do amor como principal, nada será suficiente, a não ser dar-lhe longos períodos de atenção. Pode-se gastar este tempo lendo-se livros, jogando bola, andando de bicicleta, caminhando ou até mesmo conversando enquanto estejam se deslocando para algum lugar. As palavras “amo você” separadas de um tempo de qualidade passado com elas terão um efeito nulo, mesmo que sejam sinceras, pois a criança não se sentirá amada.
  3. Toque físico: Você já deve ter ouvido falar no poder do toque físico como ferramenta de comunicação do amor, e que o toque é fundamental para qualquer criança. Provavelmente este toque irá se modificar com à medida que a criança cresça, mas se esta for a principal linguagem do amor dela, ela clamará por um toque quando seus amigos não estiverem por perto.
  4. Presentes: Um presente diz à criança: “Papai/mamãe estava pensando em mim”. Isso não quer dizer necessariamente que você tenha que dar tudo o que a criança pedir, nem que os presentes sejam caros, mas o que vale é a intenção (é mais ou menos aquele motivo pelo qual as mulheres gostam de receber flores, por exemplo)…
  5. Atos de Serviço: Preparar as refeições, lavar roupas, fornecer transporte, ajudar com a lição de casa, comparecer a algum evento esportivo ou escolar do qual ela participa são expressões de amor, e estes atos tornam-se essenciais para o seu bem-estar emocional.

Bom, a maneira mais fácil de se descobrir qual é a linguagem de amor do seu filho é observando como ele demonstra amor à você. Por exemplo:

Isadora: adora auxiliar nas tarefas de casa; sempre pega uma flor do pátio para levar à sua professora da escola; gosta e faz desenhos constantemente para dar de presente à mãe e a professora, gosta que leiam historias para ela e por aí vai…

Pedro Henrique: adora abraços, quer fazer muitas atividades junto comigo ou com a mãe dele, precisa ser tocado para se acalmar… Esta semana vivenciei um conflito para resolução do tema de casa, e de nada não adiantou intimidá-lo e ameaçá-lo, com este método (meu) só tivemos choro e ranger de dentes. Como funcionou? Pedro só concluiu a tarefa após cinco minutos de abraço com a mãe e silêncio, cabeça recostada no peito, palavras suaves e estimulantes, nada de agressividade…

Como eu disse antes, precisamos entender estas linguagens e praticá-las, pois normalmente não nos perguntamos se nossos filhos se sentem amados.

A parte boa é que para encher o tanque de amor deles, fazendo com que se sintam amados basta conhecermos a linguagem de amor primária e a secundária. Depois, devemos falar e praticar estas linguagens regularmente, alimentando-os e realimentando-os.

Estou descobrindo as duas principais linguagens do amor dos meus filhos (Pedro: tempo de qualidade e toque físico – Isadora: Atos de serviço e presentes) e você já havia parado para pensar nisso?

Compartilhem suas experiências conosco mamães toda hora!!!!

Até o próximo post do Papai Toda Hora!

[i] As cinco linguagens de amor das crianças – Gary Chapman, Ross Campbell

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2 - leandroLeandro Boeira é matemático e professor de robótica, com mestrado em Engenharia de Produção. Adora ensinar matemática de uma forma com que as pessoas entendam o porquê das coisas e enxerguem onde ela está presente. Também é pai do Pedro Henrique (7 anos) e da Isadora (4 anos). “Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.” Pv. 22.6

Comentários (5)

  1. Juliana

    Ótimo texto.
    Com este texto consigo entender muitos comportamentos que a minha filha tem.
    Obrigada por dividir esse conhecimento.
    Abraço.

    Reply
    1. Karine Callegari (Post author)

      Ficamos muito felizes!
      Beijos

      Reply
  2. Sheila

    Super 10…amei.
    Isso me faz lembrar da leitura, a um bom tempo atrás, da “famosa” Encantadora de bebes, sempre dizendo para observar a criança…sentir e compreender suas necessidades!
    Decorrentes 2 anos e 5 meses, agora consigo compreender muito mais meu filho. Prova disso é perceber a evolução no controle das suas dificuldades, que no seguinte momento era choro, grito, birra…antes ficava brava e saía gritando…quase que com o havaianas na mao…kkkkkk…hoje um simples olhar e uma frase: Filho, precisa de ajuda? Que, momentaneamente as lágrimas secam e uma resposta Alegre já bem no seu rosto fundando com um abraço!!
    Acho que é isso que falta hoje para todos…olhar mais para nossos filhos….compreende-Los…empatia!!!
    Adorei o texto!!!!

    Reply
    1. Karine Callegari (Post author)

      Sheila… Bem isso mesmo!
      Mais empatia, mais amor e mais respeito ao tempo dos nossos pequenos.
      Bjs e obrigada pela contribuição.

      Reply
  3. Leandro Machado Oliveira

    Parabéns pelo excelente post meu xará! Nada do que você descreveu faz parte do meu dia a dia (até parece, rsrsrsrr). Corroboro que o melhor caminho está em nos comunicarmos na mesma frequência de cada um de nossos pequenos. A grande dificuldade está na ruptura do modelo que fomos criados/educados, onde – usando de suas palavras – o azulão 41 era a única solução, depois daquela olhada básica assustadora. Já havia identificado, que o que funciona para um filho, não funciona para o outro. E, tampouco, o que funcionou ontem, dará surtirá os mesmos resultados hoje. Poder organizar o agir, orientado por essas cinco “ferramentas”, será de grande valia. Não tenho dúvidas de que chegaremos aos objetivos de uma maneira muito menos desgastante.

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