Uma mescla de sentimentos, emoções, sensações…

blog3

 

No meu entendimento sobre a vida afetiva, existem dois afetos básicos que a movem: AMOR E ÓDIO! Deles podemos listar inúmeras emoções e sentimentos que despertam sensações que, muitas vezes, são difíceis de explicarmos!

A maternidade é isso tudo!  Um misto de amor e ódio!

Na gravidez a mulher passa por inúmeras mudanças que podem gerar vários tipos de conflitos, pois a gestação promove diversas situações na mulher que demandam elaborações e reorganizações mediante a este papel que está assumindo. E isso tudo acontece a partir do momento em que descobre que está grávida!

Desde a descoberta e depois do nascimento, passamos por intensas transformações que afetam nosso estado emocional de uma maneira significativa. Ora estamos alegres/felizes/plenas/satisfeitas, ora irritadas/tristes/desmotivadas/sem paciência. Cada uma de nós enfrentará este processo de acordo com seus recursos internos e, de acordo com o suporte que tem em seu contexto familiar/afetivo. Por isso, vale a máxima de que cada pessoa é única, logo, cada gestação é única também.

Mas tem coisas que tenho certeza que se assemelham entre nós.

Então, hoje, gostaria de falar da mescla de sentimentos, emoções e sensações que passei na gravidez do Léo e que estou passando agora na do Pedro!

É tão mágico e surpreendente o momento em que pegamos o teste nas mãos e nele está a confirmação da nossa gravidez. Já nos sentimos mães desde o primeiro instante. Muitas vezes escutei e presenciei pessoas que não quiseram contar sobre a gestação até passarem pelo período crítico dos 3 meses!

E como diz a música da Bárbara Dias (9 Meses) : “Um mês e o tempo voa, eu já sou / E você nem descobriu / São dois e chega perto, mas eu ainda sou / Pequeno demais, viu? / Três meses e o tormento / Esse teu sofrimento eu também já posso sentir / Vê se aquieta o coração / Pra quando eu sair daqui” …. de fato os 3 primeiros meses são um tormento! Passa um turbilhão de coisas pela nossa cabeça e a única coisa que conseguimos fazer é pedir para que tudo corra bem e que nosso anjo esteja bem… É engraçado, mas nem orar eu conseguia direito… meu pensamento imediatamente me remetia a saúde, saúde, saúde…

Mas em relação a contar ou não para os outros é muito pessoal. Eu, particularmente, sempre contei no mesmo dia em que descobri que estava… a felicidade era tanta que não cabia no meu peito… queria gritar para o mundo…pois nesse momento já pulsava dentro de mim um coraçãozinho lindo.. se por ventura acontecesse algo.. fui mãe de um anjo por um período que me foi concedido. Mas fui agraciada e, até o momento, tudo corre bem!

Passado os três meses, o turbilhão de emoções e sentimentos permanecem… Pois até não sentirmos ele mexer em nossa barriga, fica difícil sabermos se tudo está bem ou não. É engraçado, mas toda a vez que alguém me pergunta (e antes também me perguntavam): “está tudo bem com o bebê? ” Rapidamente respondo: “Acho que sim… não sinto ele mexer ainda, mas acredito que esteja tudo certo”!

Até isso não acontecer, só saberemos se o bebê está bem na consulta, quando escutamos atenciosamente os batimentos cardíacos do nosso anjo.

É tudo muito louco!!! Pois nesse exato momento… estou me debulhando em lágrimas. Estou prestes a completar 20 semanas e acabo de sentir os chutes maravilhosos do Pedro! Sensação igual a essa não há! É simplesmente emocionante… desperta todo o tipo de sentimentos e emoções que provém do afeto básico AMOR! E, não consigo descrever em palavras essa sensação!

Apesar de estar na segunda gestação… tudo é novidade… parece que esquecemos de muitas coisas que aconteceram na outra e revivemos cada momento como se fosse único. Até a semana passada eu tinha a impressão das mexidas dele em minha barriga… mas nesse momento foi impressionante a certeza disso!

A partir de hoje, nossa comunicação se estreita ainda mais… tem coisa mais mágica, surpreendente e maravilhosa? Só passando para saber!

Até a segunda ecografia morfológica do segundo trimestre, que eu tenho marcada para o dia 20/04, alguns receios permanecem… pois novos indicadores serão avaliados e tudo que mais quero é que ele esteja bem.

Nunca vou esquecer de quando estava grávida do Léo, na nossa primeira consulta de Pré-natal, quando meu marido falou para o médico que por 9 meses eu não teria TPM… E para a surpresa do Giovani o médico respondeu que seriam 9 meses de intensa TPM.

E para as mulheres que sofrem dela, sabem muito bem do que me refiro. Acredito que o meu marido é quem mais sofra com a minha instabilidade de humor. Pois em meu trabalho e nas minhas relações sociais, consigo ter inteligência emocional e administrar bem as emoções. Porém em casa… sai de perto… tudo que controlo, em casa extravaso.

E é assim e será assim por muito tempo ainda… pois quando a hora estiver se aproximando… já estamos pesadas, cansadas, com sono e ansiosas para ter nosso bebê nos braços… depois que ele nasce… Ahhh… depois que ele nasce é papo para outra coluna… Pois o pós-parto não é nada fácil.

Beijos e bom final de semana!

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>