Pais sem pressa… A Palestra

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Olá Mamães Toda Hora!

Hoje tem coluna do nosso Papai toda Hora Leandro Boeira e está sensacional!

Boa leitura!

Beijos

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No começo deste mês participei de uma palestra na escola dos meus filhos. Aquela palestra que a escola oferta estrategicamente antes da entrega das avaliações trimestrais e que, certamente eu teria dado uma desculpa para não participado, caso não fosse entrega dos boletins dos pequenos.

A gente cria um conceito de palestras, principalmente depois que nos tornamos pais, pois acreditamos que os assuntos não nos dizem respeito, ou que pouco terá a ver com o nosso cotidiano.

Um erro, eu diria, pois a escola faz um esforço tremendo para disponibilizar um evento que seja atraente e concilie a realidade familiar com a escolar. Há todo um ambiente “escondido” trabalhando para que estas reuniões para os pais sejam interessantes e proveitosas para todos os envolvidos. Podemos citar a direção da escola, a coordenação pedagógica, os professores e até outros pais (que representam a associação de pais e mestres), por exemplo.

E ao não prestigiarmos eventos deste tipo, por puro preconceito, demonstramos o nosso real envolvimento com a educação dos nossos filhos, ficando de fora deste processo, por não se dispor a ficar duas horas escutando alguém falar, afinal de contas, nosso tempo “é mais importante” para ser “perdido” desta forma.

Bom, confesso que algumas palestras realmente deixam a desejar, e acabam sendo cansativas… Mas, qual não foi minha surpresa ao participar desta em especial, pois todos os presentes ficaram duas horas sem demonstrar cansaço, permanecendo participativos e interessados na interação do palestrante, que soube conduzir o momento de uma maneira brilhante, apresentando uma perspectiva muito interessante para a relação entre pais e filhos.

Tratava-se de uma maneira um pouco diferente daquela que estamos acostumados a utilizar quando nos relacionamos com nossos filhos, que “normalmente” nos é apresentada como um modelo a ser seguido. A ideia básica era para que diminuíssemos as velocidade das exigências com nossos filhos , deixando um  espaço para estarmos presentes como pais, buscando desta maneira tornar a vida da família mais simplificada (denominada como Pais Sem Pressa – do inglês Slow Parenting), baseando-se as relações em afeto, permissão e presença.

Extremamente interessante compreender que a nossa luta incessante em busca de carreira, patrimônio e estabilidade financeira nos tornaram obcecados por intensidade, perfeição e superficialidade nas relações interpessoais.

O problema por trás disso, é quando transferimos esta aceleração para nossos filhos (na maioria das vezes sem notarmos) pois o nosso exemplo demonstra pressa nos momentos compartilhados juntos: temos que correr quando nos vestimos, quando nos alimentamos, ao arrumar nossos materiais, ao andar de carro… Tudo deve ser feito de uma maneira frenética.

Já passei por uma situação assim, bem relatada pelos olhos da minha filha de cinco anos:

Estávamos almoçando em um domingo e a Isadora indagou no meio do almoço ao olhar para o relógio e ver que já passava das 13h: “Pai, para o que nós estamos atrasados hoje?”

Este tipo de “loucura” acaba criando uma pressão nos filhos, às vezes de forma involuntária, outras vezes não, pois as fazemos conscientemente, o que é ruim também.

Como muito bem explicado na palestra, com o passar do tempo, este ritmo acelerado poderá trazer problemas emocionais e perdas significativas na qualidade de vida dos (futuros) adultos, pois os filhos costumam ser consequência das escolhas dos pais.

Enfim, a palestra alertou para que buscássemos uma forma de desacelerar nossas vidas, preocupando-nos com o que realmente importa, buscando que nossos filhos não vivam o alto grau de estresse que nós adultos temos vividos para cumprir com expectativas sociais.

O que mais me impressionou foi a argumentação do palestrante a respeito de que temos pouco tempo para destinar a nossos filhos devido à necessidade de trabalharmos muito e termos muitas atividades na nossa agenda.

Alertou que se dedicarmos a eles apenas 1% (um por cento)  do tempo que dispomos em um dia, isso significa que eles terão aproximadamente 14 minutos e 24 segundos de atenção. Mas, que nesse tempo a atenção seja total e exclusiva (sem concorrência com a tevê, com o celular, com o tablet, com qualquer outra coisa que não sejam eles).

Será que conseguimos disponibilizar “tanto” tempo para os filhos?

Um bom puxão de orelhas, uma boa pausa na correria e uma análise interna de como estamos nos relacionando com nossa família, além de mostrar que, um pequeno esforço de nossa parte para participarmos das atividades que as escolas dos nossos filhos pode sim valer muito à pena.

Maiores informações sobre o Slow Parenting estão disponíveis em:

http://www.paissempressa.com.br/

https://www.facebook.com/pspressa/

E vocês Mamães Toda Hora, costumam participar das atividades escolares dos seus filhos? E os Papais Toda Hora estão participando junto? Contem para nós e compartilhem suas experiências!

Um grande abração a todas.

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2 - leandroLeandro Boeira é matemático e professor de robótica, com mestrado em Engenharia de Produção. Adora ensinar matemática de uma forma com que as pessoas entendam o porquê das coisas e enxerguem onde ela está presente. Também é pai do Pedro Henrique (7 anos) e da Isadora (5 anos). “Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.” Pv. 22.6

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