Maternidade: um encontro com vários Eu’s!

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Olá Mamães Toda Hora, todas bem?

Esta semana, depois de vários acontecimentos, fiquei pensando no que escrever! Minha cabeça borbulhava o tempo inteiro. Depois de organizar minhas ideias, percebi que todas elas estavam relacionadas a mesma coisa: A MATERNIDADE E SUAS FACETAS!

Como assim?

Todas sabem que sou mãe do Leonardo de 2 anos e 9 meses e estou grávida do Pedro de 32 semanas. Neste turbilhão todo entre cuidado com o filho, trabalho (e vários projetos em andamento…), casa, exames, médico, marido, cansaço, estresse, nervosismo, irritabilidade, falta de paciência,… me dei conta de quantas Karine’s existem e afloram a cada momento e a cada contexto em que estou.

É incrível o que descobrimos quando nos tornamos mãe! Nossas potencialidades, nossas fraquezas… Percebemos o quanto somos fortes e o quanto conseguimos realizar muitas coisas de uma forma mágica. Porém, muitas vezes, antes de nos darmos conta destas potencialidades, precisamos nos deparar com um lado mais obscuro, mais sombrio… É preciso perceber que as coisas não saem sempre como a gente planejou, que vamos nos frustrar, que vamos chorar, que não vamos nos reconhecer mais…

É incrível como vamos ficar cegas para algumas coisas, resistir a outras, negligenciar muitas e, talvez nos afundarmos!

Quando nos tornamos mãe, entramos em contato com nossas questões mais íntimas! Muitas escondidas e trancadas há muito tempo com sete chaves. Mexemos com nossas crenças, com nossos modelos de mundo, com nossos valores, com tudo aquilo que aprendemos ao longo de nossas vidas. Nos deparamos com nossas expectativas que por vezes podem nos frustrar… Expectativas em relação aos cuidados com o bebê, a forma de educar, as rotinas, o convívio com o marido, com nossa vida social,… Basta ser mãe para saber que muito daquilo que pensamos e imaginamos cai por terra e que precisamos nos reerguer aos poucos, construindo um mundo baseado naquilo que é real e possível.

Não sou hipócrita em dizer que conseguiremos controlar nossas emoções o tempo inteiro e que viveremos felizes para sempre… Isso não existe! Mas, com ajuda dos familiares, amigos e profissionais podemos começar a descobrir que é normal existirem vários Eu’s nessa complexidade toda da maternidade.

Neste final da gestação estou cada dia mais irritada, mais sem paciência. Qualquer coisa me estressa, me tira do centro… Mas sabem o que aprendi? Que posso regular isso tudo! Não a todo momento, mas em vários sim!

Aonde mais me incomodo? Em casa, com meu marido, com meu filho…! Meu marido às vezes parece não me enxergar (talvez seja o meu olhar sobre a situação, mas é o meu sentimento), estamos sem paciência um com o outro (tenho certeza que isso vai passar….), meu filho parece estar me testando o tempo inteiro, me exigindo cada dia mais (talvez seja meu cansaço que me faz ver sobre esta ótica), minha secretária do lar parece não estar fazendo as coisas como deveriam (talvez eu esteja mais exigente por estar mais cansada… antes eu não me importava, agora me importo), minha casa está sempre de pernas para o ar (uma vez isso não me incomodava, agora me incomoda muito).

Sempre fui ansiosa, mas agora está batendo um desespero com a chegada do Pedro! Sei que vou dar conta como todo mundo dá! Mas é inevitável este encontro com minhas inseguranças.

Por tanto, existe a Karine carente, frustrada, plena, realizada, impaciente, acomodada, ansiosa, grata, orgulhosa, batalhadora, reclamona… todas elas brigando internamente em determinadas situações. Muitas vezes consigo me retirar e ter momentos para pensar em mim e não reagir impulsivamente… consigo engolir, digerir, administrar e ficar melhor comigo mesma.

Como li estes dias um artigo: filhos de mães chatas criam filhos bem sucedidos. Vamos lá então… porque a chata aqui de casa sou eu…

E para finalizar, gostaria de dividir com vocês uma parte do filme/documentário O Começo da Vida (que assisti no NetFlix semana passada e já recomendei na fanpage do blog) : É lindo, encantador e emocionante quando descobrimos que temos uma vida dentro de nós… que somos responsáveis por ela (a maior das responsabilidades) e é esse nível de amor que conseguimos experimentar quando nos tornamos mãe! Um nível tão profundo que mexe imensamente conosco. Ser mãe é o principal papel na formação do capital humano, pois a criança precisa de cuidadores que queriam cuidar delas e que estejam dispostos a abrir mão de tudo por isso.

Um beijo enorme!

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