Angústia Materna!

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Olá Mamães Toda Hora!

Final da gestação é punk! Cansaço, falta de ar, desconforto, ansiedade, oscilação de humor, baixa tolerância… Numa noite qualquer, entre idas e vindas ao banheiro e insônia, me peguei pensando em várias coisas que me geram angústia. Acredito que muitas vezes acabamos não nos permitindo ter esse espaço de introspecção e percepção de sensações pela simples razão de não querermos nos deparar com alguns fantasmas.

Sabem quando tem algo que nos incomoda e não sabemos o motivo? Temos a sensação de mal estar, porém não conseguimos nomear? Pois bem, seria tão simples detectarmos isso se criássemos o hábito de fazer, o que chamamos de escaneamento corporal! Que nada mais é que tirarmos um tempo para percebermos o que nosso corpo diz, identificando onde as emoções se localizam e aceitá-las para conseguirmos lidar com elas de forma mais saudável – AUTOCONSCIÊNCIA!

Portanto, gostaria de dividir com vocês algumas angústias que vivencio faz tempo, outras que começaram agora e algumas que estão por vir.

Já falei em outras colunas o quanto tenho dificuldade para lidar com o sono do Léo. Pois bem! Faz mais de uma semana que ele voltou para o quarto, porém precisei tirar a cama e colocar o colchão no chão como sempre foi. Um problema a menos! Mas me dei conta que não consigo deixar o Léo aprender a dormir sozinho. Já se passaram praticamente três anos e cada mexida dele, a cada sentada na cama que ele dá (mesmo na maioria ele continuar dormindo) eu não consigo ficar em meu quarto e aguardar o que ele fará. Corro de forma alucinada (como se estivesse acontecendo algo de muito grave) e me deito ao lado dele (imaginem um barrigão de 37 semanas deitando num colchão no chão!) até ele se acomodar e entrar novamente num sono profundo. Em algumas noites faço isso várias vezes, outras apenas uma. Logo, O PROBLEMA SOU EU!

Numas destas deitadas ao lado dele me dei conta que logo mais serão dois! Será que terei o mesmo comportamento? Será que ajo assim com o Léo pela ansiedade de ser o primeiro filho? Nossa, como prejudicamos, de certa forma, os primogênitos! Logo em seguida me dei conta que não havia parado para pensar onde colocarei o Pedro para dormir, tendo em vista que o quarto do Léo é pequeno por ter sido adaptado para que não precisássemos deixar ele dormir no andar de baixo da casa (até porque nem conseguiria!). Então, como adaptar o minúsculo quarto para os dois?

Nem preciso dizer que já eram mais ou menos 4h da manhã e a insônia me perseguia. Percebi também que por ser pequeno, o quarto tinha muitos estímulos o que pode prejudicar de certa forma o sono dele. Parecia que precisava tomar uma providência aquela hora da madrugada. A angústia de não conseguir deixar o Léo dormir sozinho se tornou numa ansiedade por eu não ter planejado o quarto dos guris antes. Sei que ele dormirá ao meu lado por uns meses, mas preciso fazer o Léo entender que ele terá que dividir seu canto com o irmão.

Ahhh o irmão! tem vezes que acredito que será fácil, outras me pego com um aperto no peito por achar que não terei condições de administrar ciúmes, brigas, birras. Fico pensando que sou só uma e que muitas vezes me sinto sozinha nessa tarefa árdua de dar limites, impor regra. Percebo que perco a paciência com o Léo pois não estou sabendo administrar direito os rompantes de raiva que ele vem demonstrando. Me pego muitas vezes gritando, outras apenas olhando de forma agressiva, outras procuro respirar fundo, sentar e conversar pausadamente olho no olho, mas independente do comportamento que eu tenha (seja positivo ou negativo) a angústia paira no ar! Dá um aperto no peito por não ter domínio e nem a certeza do que estou fazendo e nem da maneira mais favorável. Muitas vezes isso gera conflito entre eu e o Léo, entre eu e meu marido (com esse, quase sempre!) e o clima fica pesado. Me deito, me retiro, respiro e sofro. Sofro por querer fazer as coisas da melhor maneira, porém me perco nesse emaranhado de emoções.

No dia seguinte, procuro pedir desculpas e ser o mais amável e paciente possível. e o Léo SEMPRE me recebe com sorriso, amor e carinho. Percebo que o final do dia está sendo mais pesado e preciso administrar melhor isso tudo, pois querendo ou não o Pedro está recebendo toda essa carga também e não tenho o direito de transmitir isso para ele (mais uma angústia).

Então, pode parecer ambíguo o texto de hoje com alguns outros que já escrevi, pois acredito que quando as coisas são feitas com amor, dificilmente erramos. Mas as angústias que nos rodeiam não prejudicam só a nós, prejudicam principalmente nossos filhos amados.

Somos humanas e temos o direito de sentirmos raiva, culpa, vergonha, medo… Não há nada de errado nisso! Porém, precisamos aprender a administrar para que não tome uma proporção gigantesca que possa causar consequências avassaladoras.

Um beijo enorme a todas!

 

Comentários (2)

  1. cristiane

    Minhas últimas semanas também estão assim. Acordo mil vezes para ir ao banheiro, tenho insônia (coisa que nunca havia tido antes), minha filha dorme no nosso meio e eu me acordo com cada virada dela… Quando perco o sono só fico pensando como vou fazer quando tiver um recém nascido junto com tudo isso??
    Bate um certo desespero! Ando mais angustiada do que esperançosa! E depois ainda carrego as malditas culpas: Como posso estar angustiada se vou ser mãe? Por que perco tanto a paciência com a Marcelle?? Por que eu fui tão grossa com meu marido??
    Aí adivinha o que acontece? Choro que nem uma manteiga derretida e ainda me sinto envergonhada!
    Espero que todas essas emoções negativas desapareçam na hora do parto e que vão embora junto com a placenta!!!!

    Reply
    1. Karine Callegari (Post author)

      Cris querida! Somos duas em gênero, grau e número… A única coisa que difere é que faz uma semana que o Léo está dormindo no seu quarto, na sua cama… uma coisa a menos para me preocupar… mas as angustias, a falta de paciência, os desentendimentos com o marido… são constantes…
      Mas tenho certeza que tiraremos de letra tudo isso.
      Boa hora!!!! Me mantenha informada…
      Mil bjs

      Reply

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