Teste da Orelhinha

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Olá Mamães Toda Hora!

Todas sabem que semana passada realizamos o teste da orelhinha no Pedro!

Assim, a fonoaudióloga Erica Cimadon elaborou esta coluna para nos dar maiores informações sobre este teste.

Boa leitura!

Beijos

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Na última sexta-feira realizei o teste da orelhinha em uma criança muito especial: o Pedro!!

O Pedro é um fofo!! Lindo, cheiroso e muito comportado. Dormiu durante todo o teste.

Aproveitando esta oportunidade, escrevi um pouco sobre este teste tão importante para todos os bebês.

Sabe-se que a audição é um dos mais importantes requisitos para a aquisição de linguagem. A integridade desse sentido é essencial para o desenvolvimento social, educacional e emocional do indivíduo. Considerando que o desenvolvimento da linguagem e da fala estará completo aos quatro anos de idade, qualquer alteração auditiva nesta fase pode ocasionar transtornos nesse desenvolvimento e consequentemente problemas de aprendizagem.

Na criança com algum grau de deficiência auditiva o entendimento de novas palavras torna-se difícil e ela o faz de maneira errônea. Podendo, até mesmo, ocorrer um desenvolvimento neurológico imperfeito, o qual será responsável pelas dificuldades de linguagem e aprendizagem.

Por isso, quanto mais cedo for o diagnóstico e a intervenção, maior a chance de reabilitação e crescimento saudável.

Cerca de 6 em cada 1.000 crianças apresentam perda auditiva ao nascimento. Para isso, todos os recém nascidos devem ter sua audição avaliada de preferência no primeiro mês de vida, mesmo quando não exista suspeita sobre dificuldades auditivas. Nos casos de crianças com fatores de risco para deficiência auditiva, a audição deve ser monitorada a cada três meses.

De acordo com o JCIH – Joint Committee on Infant Hearing, os fatores que aumentam a possibilidade do bebê apresentar deficiência auditiva são:

  • História familiar de surdez;
  • Permanência na UTI por 48 horas ou mais;
  • Infecções intra-uterinas como: toxoplasmose, sífilis, citomegalovirus, herpes e rubéola;
  • Anomalias craniofaciais, incluindo anormalidades da orelha;
  • Peso ao nascer inferior a 1.500 gr;
  • Presença de “amarelão” logo após o nascimento;
  • Uso de medicações ototóxicas (que agridem o sistema auditivo), utilizados por mais de 5 dias;
  • Infecções pós-natais, incluindo meningite bacteriana;
  • Uso de ventilação mecânica por um período igual ou maior que 5 dias;
  • Presença de síndrome.

As alterações auditivas de pequeno porte, na primeira infância, acarretam em danos para o desenvolvimento da fala e prejuízos futuros na fase escolar, sendo alguns deles irreversíveis. Tais alterações auditivas, mesmo que mínimas, como otites, excesso de cera no ouvido e presenças de corpo estranho no conduto auditivo externo são insidiosas e silenciosas, podendo ser diagnosticas tardiamente.

Em média, 80% das crianças em idade pré-escolar  sofrem de uma perda auditiva temporária devido a presença de otite média e muitas delas sofrerão recorrência do quadro. A perda auditiva decorrente de um quadro de otite média pode variar de grau leve a moderado, o que torna a  criança apática, com sinais de cansaço, falta de atenção e desinteresse nas atividades em sala de aula.

Ainda assim, durante toda a vida devemos estar alerta para os principais sinais relacionados à alterações de audição, como:

  • Atraso no desenvolvimento da fala e linguagem;
  • Pedidos frequentes para repetir o que foi dito;
  • Preferência por som alto;
  • Não gostar de conversas ao telefone;
  • Manifestar desatenção na escola ou em casa;
  • Quedas frequentes;
  • Traumatismo craniano;
  • Quadros de otite média (infecção no ouvido) eventual ou persistente ;

Para avaliar a audição dos bebês e até mesmo de crianças pequenas, existe o teste da orelhinha, que tem o objetivo de promover a saúde, prevenir e detectar alterações auditivas com relevância social e educacional na vida da criança. Este exame é de rápida aplicação, totalmente objetivo e não causa incomodo à criança.

O resultado da triagem auditiva indicará a necessidade ou não de um encaminhamento para a obtenção do diagnostico.

A deficiência auditiva não tem cara. Avalie a audição de seu filho!

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1-1-foto-277x3001-208x300Érica Cimadon é fonoaudióloga, especialista em neuropsicologia pela UFRGS, com aperfeiçoamentos em processamento auditivo. Atua com atendimentos a crianças nas áreas de linguagem e aprendizagem há 7 anos na Clínica Jeito de Ser e mamãe do Mateus, de 3 anos. “Ter um filho é muito mais que uma especialização… nos permite nos colocar no lugar das famílias que buscam ajuda para seus pequenos, tendo um olhar profissional, mas acima de tudo, mais  humano…”.

 

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