O brincar e nossas emoções!!!

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Olá Mamães Toda Hora!

Primeiramente peço desculpas por não ter conseguido escrever a coluna de sexta. Marido viajou a trabalho, Pedro adoeceu (está em tratamento) e eu não tive cabeça e nem tempo para escrever!

Hoje é dia de especialista e minha amiga, parceira, mãe e psicóloga Monica Vagliati escreveu uma coluna especialmente para o momento de vida que estamos enfrentando aqui em casa com a chegada do segundo filho.

O Léo adorou o dinossauro que ganhou da Monica e ele ruge alto o tempo inteiro, percebo que quando está com mais raiva ele passa a maior parte do tempo brincando (e berrando) com o dinossauro. Muitas vezes tento brincar junto, mas ele não me permite e me “ataca” como dinossauro!

Ele brinca muito também com os carros e como homem aranha, homem de ferro, mas principalmente como o Hulk!!!

Portanto Mamães, segue as orientações da Monica para ajudarmos nossos filhos a lidarem com suas emoções desde cedo!

Beijos!!!!!!

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Fazendo uma visita a Karine e ao pequeno Pedro, surgiu a ideia desse texto! Nosso querido Leo está com dificuldades em lidar com esse momento de divisão de atenção, mudança de rotina e saudades da mamãe apesar de nitidamente amar muito o mano.

Então, relatei que com dois filhos tudo muda de figura! E como muda né? Amamos igualmente os dois filhos mas ocorre defensivamente uma identificação com um mais do que com o outro. E ai, vem aquela questão, sou mais do papai ou sou mais da mamãe?

Pensando em emoções podem surgir a raiva ou a tristeza. As birras ficam mais fortes e nossa arma para lidar com essa situação é o brincar! E aproveitando o dia das crianças vamos abordar os brinquedos e as emoções. Levei para o Leo um dinossauro vermelho. O dinossauro é um exemplo de como trabalhar com a raiva. Ele ruge, briga mas coloca para fora sua emoção.  Temos os super  heróis símbolos da força, da auto estima infantil. E os carros rumo a potência interna. Tudo tem uma explicação e que tem correlação com o conflito de cada criança.

Brincar é tão importante para a criança quanto trabalhar é para o adulto. Através do simbólico jogo da brincadeira, a criança entende o mundo ao seu redor, testa habilidades físicas (correr, pular), funções sociais (ser o construtor, a enfermeira, a secretária), aprende as regras, colhe os resultados positivos ou negativos dos seus feitos (ganhar, perder, cair) e registra o que deve ou não repetir nas próximas oportunidades (ter mais calma, não ser teimoso).

A aprendizagem da linguagem e a habilidade motora de uma criança também são desenvolvidas durante o brincar. Sua sociabilidade se desenvolve; ela faz amigos, aprende a compartilhar, respeitar o direito dos outros e as normas estabelecidas pelo grupo e, ainda, a envolver-se nas atividades apenas pelo prazer de participar, sem visar a recompensas nem temer castigos. Brincando, a criança busca sentido para sua vida. Sua saúde física, emocional e intelectual depende, em grande parte, dessa atividade lúdica.

Nos jogos aprendemos a competir, suportar embates, perseverar até alcançar seus objetivos. Assim como nós adultos fazemos amigos e inimigos em determinadas situações, o mesmo acontece com os pequenos durante as brincadeiras. Essa passa então a ser uma indicação no processo de relações humanas e habilidades sociais.

Aos pais cabe não somente comprar o brinquedo, mas principalmente participar brincando junto. O incentivo não ocorre somente com a compra!  Por isso, opte por jogos familiares em que toda família pode participar independente do gênero e idade.

Na prática clínica opto por nomear os jogos e as emoções, inclusive para a criança entender o que estamos fazendo. Seguem algumas sugestões de jogos que nos auxiliam a superar dificuldades com os pequenos.

Raiva: massinha de modelar, material sucata, dinossauros, quebra gelo, pula pirata, esmaga Max, Explosão.

Tristeza: bolhas de sabão, cata vento, balões.

Medo: Dino Atack, Explode Balão.

Nojo: Amoeba.

Concentração e paciência: Lego, Bop It, Simon.

Defesa: Uno, Combate, Se vira.

Faz de conta: aposte nos heróis e agora ( muito bem pensado) heroínas, dinossauros, casinha, bonecas, carros, casinhas, use a imaginação. Se quiser construa algo com material sucata, caixa de papelão, caixa de sapato,… A diversão é garantida!

Limites: Escadas e Escorregadores

Aqui segue uma observação: Seu filho ganha se mereceu ganhar. Ele precisa perder para aprender a lidar com a frustração. É muito importante para ele!

Raciocínio Lógico: Senha, quadro a quadro, sudoku, Liga quatro.

Ansiedade: Torre de copos do Huck

E para a  família: Perfil 4, Banco Imobiliário, Jogo da Vida, Detetive.

Para os papais fica uma última dica, vá a loja de brinquedo junto com seu filho e procure um brinquedos da sua infância. E se possível, compre e brinque com seu filho. Resgate sua criança adormecida! Fará muito bem a sua saúde emocional!

Então desejo a você, grandes brincadeiras!

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monicaMônica Vagliati é Psicóloga Clínica especialista em Psicoterapia Cognitivo Comportamental de crianças, adolescentes e adultos. Atua há 10 anos em consultório clínico na Clínica Espaço Equiliibrium. Instagram: PSIMONIVAGLIATI – Facebook: Psicologa Monica Vagliati – Informe-se pelo número 37021574

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