Sim, eu sei ser mãe!

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Olá mamães toda hora, todas bem?

Depois de um longo período sem escrever a coluna da sexta, cá estou de volta!

Primeiro saímos de férias e, desta vez, priorizei ficar com minha família, sem trabalhar! Assim que voltamos iniciei minhas atividades no consultório e, juntamente, assumi um novo cargo na faculdade em que sou professora. Por isso acabei me afastando um pouquinho do blog. Não parece, mas não estava mais acostumada a correria da vida profissional x casa. Quando via já estava dormindo e mais uma vez havia deixado de lado meu compromisso com o Mamãe Toda Hora, para ser a Mamãe Toda Hora para meus filhos.

Confesso que ando um pouco estressada e tentando me adaptar a nova rotina. Pensei que seria mais fácil, mas com dois a gincana é maior.

Um mês depois que o Pedro nasceu já estava atendendo em meu consultório, em horários espaçados, mas me sentia bem para voltar, aos poucos, às minhas atividades. Parecia um alívio sair da muvuca da casa e ir para o “silêncio” do meu consultório – sem choros, sem “dinossauros ferozes”, sem bolas voando, mamadeiras, peito, fraldas, carrinhos e aviões espalhados pelo chão da casa… Era como se fosse um refúgio.

Mesmo assim, passava a maior parte do tempo com as crianças, curtindo, chamegando e aproveitando ao máximo! Quando chegaram as férias do Léo da escola fiquei um pouco assustada. Quando um dormia, o outro acordava, os dois me solicitando quase que o tempo todo. Sofria o efeito sanduíche!

Logo vieram as férias e a família “buscapé” foi à praia! Éramos só nós quatro! Aos poucos fui relaxando e curtindo cada segundo. Enquanto estávamos lá, escutei de uma pessoa muito especial e que também é mãe, que ela estava muito feliz com o inicio das atividades da escolinha que seu filho frequenta. Que mesmo estando ainda de férias ela não conseguia ser mãe em tempo integral. Na hora ri, porém me fez pensar muito e, cheguei a uma conclusão!

Cada mãe é a melhor para seu (s) filho (s), cada uma de sua maneira! E eu, pela primeira vez, tive um desejo de ser mãe em tempo integral! Porém, nesse momento, o que não me deixa ser uma mãe assim é o fato de não ter condições financeiras para poder deixar de trabalhar e ficar em casa com eles.

Enquanto não posso viver essa realidade (e nem sei se um dia poderei!) me entrego de corpo e alma para o meu trabalho e para meus filhos. Procuro ser o melhor que consigo! Mas sou feita de carne e osso como todas as outras.

Hoje em meu trabalho, escutei de uma colega a seguinte colocação: Ai profe, ser mãe deve ser algo inexplicável… Como vcs conseguem? Bom, tu é psicóloga e pelo que acompanho você faz tudo certo! Imediatamente respondi: Muito pelo contrário, faço muita coisa errada.

Sim, as vezes dou porcaria, outras vezes não tenho paciência e dou o que ele está pedindo por 3 minutos de silêncio, falo alto, faço birra e dramas junto com ele, conto até 3 e ameaço jogar tudo fora, brigo com meu marido (tá mais difícil ultimamente lidar com meu marido que com meus filhos!), mas também dou limite, carinho, adoro ninar os dois em meu colo, deito com o Léo até ele pegar no sono, dou o peito para o Pedro e fico admirando a sua perfeição, acordo de madrugada e curto o silêncio e um tempo que é só meu e do Pedro, brinco no chão, faço pinturas, corro, aprendi a jogar bola, a brincar de espada e de carrinhos… Sou uma mãe cheia de amor para dar e não meço esforços para curtir ao máximo eles.

Essa semana em especial foi de muito trabalho, cheguei em casa tarde e morri de saudades deles. Cortava o coração quando o Léo pedia para eu não ir trabalhar e quando o Pedro estava resmungando de sono e eu sabia que dando o peito tudo se passaria, mas segui firme e forte! Sei que eles sentem minha falta assim como eu sinto a deles, mas o que importa é a qualidade do tempo e não a quantidade que dedico a eles.

Sim, eu sei ser mãe! Talvez não a melhor que exista, mas a melhor que consigo ser!

Mil beijos

Comentários (4)

  1. Daniela

    Que lindo, tudo que você escreve eu vivencio. Como me faz bem ler tudo que escreve sobre a vida materna.

    Reply
    1. Karine Callegari (Post author)

      Obrigada Daniela! Que bom que podemos compartilhar experiências e, assim, os sentirmos mais “normais”!Bjs

      Reply
  2. Monica

    Amei seu blog parabéns muito sucesso

    Reply
    1. Karine Callegari (Post author)

      Obrigada!!!!

      Reply

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