Culpa materna que carregamos!

Pedro _MG_8449

 

Olá Mamães Toda Hora, todas bem?

Com todas as minhas amigas mães que converso, a grande maioria sempre verbaliza querer ter tempo para si. Um dia num SPA, um desejo de sumir por algumas horas, e eu não sou diferente!

Parece horroroso falar assim, mas são pensamentos, desejos que aprecem por justamente estarmos presentes fisicamente e em pensamento 24 horas por dia nos nossos filhos.

Desde que minha jornada de trabalho ficou mais intensa, chego em casa cansada e ao mesmo tempo culpada. Cansada e realizada por estar fazendo o que eu realmente gosto e por estar com pessoas especiais que me fazem crescer todos os dias. Culpada por não ficar muito tempo com os guris, por ter que me virar em 10 para conseguir levar um na avó, buscar o outro na escola e ter a sensação de estar jogando eles de um lado para o outro (faço questão de fazer essa gincana para conseguir roubar uns beijos e uns “cheiros”).

Culpada por muitas vezes chegar em casa e os dois já estarem dormindo e eu não ter conseguido dar boa noite ou estar junto para fazê-los dormir.

Culpada por nos momentos em que consigo estar com eles, ter que dar limites e muitas vezes brigar para não deixar as coisas saírem do controle. É estranho, mas muitas vezes tenho vontade de deixá-los fazerem o que querem porque pareço ser chata no pouco tempo que tenho ao lado dos meus filhos.

A mescla de sentimentos e emoções são tantas que muitas vezes me sinto confusa, perdida, irritada. Certamente tenho consciência dos prejuízos disso na minha relação conjugal, nas minhas horas de descanso e no tempo com minhas amigas.

Mas, uma das coisas que descobri com a maternidade  foi o valor do saber dizer não.

Minha prioridade são meus filhos. Não há nada antes deles. Nem trabalho, nem amigos, nem lazer. Ontem mesmo, minhas amigas combinaram uma janta, pois fazia tempo que não nos encontrávamos. Pensei por alguns instantes na minha semana e em como seria a minha quinta-feira, no mesmo momento respondi que não iria. Saio todos os dias do trabalho por volta das 20h. Sei que daria tempo, mas não abro mão de curtir o tempo em casa com meus filhos.

Saio, muitas vezes, com o coração apertado e louca para vê-los. Não estaria completamente presente se tivesse dito que iria e muito menos confortável. Simplesmente estaria ali de corpo presente, sem acrescentar e querendo ir logo para casa.

Muitas vezes escuto (e por muito tempo preguei isso) que preciso ter um tempo para mim, para academia, para lazer, para minhas amigas… Mas ainda não consegui identificar (diagnosticar?!?) o que realmente sinto. Mas hoje minha decisão é estar com eles na maior parte do tempo que me resta. “Cada escolha uma renúncia”  e hoje escolho ficar o máximo que posso com eles.

Podem me dizer que é preferível qualidade do que quantidade, até posso concordar em parte, mas se não temos tempo para nossos filhos (para brincar exige tempo, para conversar exige tempo, para educar exige tempo, para fazer tarefas da escola exige tempo, …) a relação se torna superficial e perdemos, aos poucos, nosso real papel.

Então, como lidarmos com nossa culpa diária?

Encerro dizendo que há sensações e sentimentos que só descobrimos depois que nos tornamos mãe. Então, precisamos parar de querer entender tudo e achar uma explicação para tudo. Ser mãe não é nada fácil, mas vale MUITO a pena.

E a culpa?

A gente administra!

Um beijo enorme e bom final de semana!

 

Comentários (8)

  1. Leticia

    Quem é mãe com certeza se identifica com teu texto Karine.
    Como lidar com todos esses sentimentos? Como é difícil!

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    1. Karine Callegari (Post author)

      Muito né Leti? Mas continuamos nessa luta maravilhosa com nossos pequenos. Bjs

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  2. Andressa

    Ká! Parabéns pela escolha… Não acho que deva se sentir culpada. A ausência é justamente para poder dar o melhor pra eles e ser – tentando, acertando e errando – a melhor mãe que eles poderiam ter! Vc fez falta no nosso encontro, mas teria feito mais ainda pro Leo e pro Pedro se não estivesse com eles!
    Obrigada por ser tão Karine!
    Beijos de amor!

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    1. Karine Callegari (Post author)

      Obrigada pelas palavras minha amiga! Amo muito você!

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  3. Nádia Lovato

    Karine…
    A culpa me acompanhou por muito tempo, abdiquei de tempo pra fazer a unha, sair com o marido,é até voltar ao trabalho… até ter minha segunda filha…
    Quando a rotina e o planejamento exigiram mais de mim…
    Este ano mesmo, minha culpa agravou quando optei em levá las pro Colégio antes do horário do almoço e perder um momento considerado fundamental das famílias: a refeição.
    Minha decisão, então, foi revogada e sempre que há possibilidade resgato as meninas da Escola pra almoçar- 20 minutos comigo!
    Lamento ver tantas crianças no almoço do Colégio sem essa possibilidade. Mas cada família sabe como minimizar suas culpas…
    Adorei seu post e já estava sentindo falta…
    Forte abraço!

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    1. Karine Callegari (Post author)

      São ensaios e erros né Nadia! As vezes o que achamos ser o melhor num primeiro momento, pode não ser tão bom quando experimentamos. Tenho certeza que todas nós optamos por aquilo que parece ser o melhor para eles. Todas nós somos guerreiras! Bjs

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  4. Cristiane

    A culpa está presente sempre, ainda mais quando temos dois pequenos em casa. Bem verdade está mescla de sentimentos todos os dias! E absurdamente verdade: ” cada escolha uma renúncia”. Nós bem sabemos quanto renunciando para estar com eles e vê_Los crescer. E a única coisa que que podemos dizer depois de um dia extremamente exaustivo é: AMO MUITO TUDO ISSO

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    1. Karine Callegari (Post author)

      Bem isso! AMO MUITO TUDO ISSO e faria tudo novamente!

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