O papel da atividade física na infância

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Não é só porque meu marido é educador físico e nem porque sou psicomotricista, mas aqui em casa estimulamos, dentro da normalidade, a atividade física desde sempre. O Léo adora volei, basquete, natação, bicicleta e, agora, está apaixonado pelo futsal que faz na escola.

Vejo o quanto ele evoluiu nas funções psicomotoras e o quanto ele descobre, a cada dia, seu corpo e as potencialidades do mesmo.

Hoje a coluna é da nossa mãe e fisioterapeuta Samantha P. Pecce sobre o papel da atividade física na infância!

Boa leitura!

Beijos

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A infância é tempo de brincar! Correr, pular, cair, levantar!

É uma fase em que a execução de movimentos é diversificada e aprendida a cada dia. As atividades físicas dirigidas têm papel fundamental no auxílio desse aprendizado.

Ginástica, natação, futebol, ballet, jiu-jitsu, capoeira,… Sempre que possível devemos incentivar nossos pequenos a praticarem atividades físicas diversificadas.

Mas, e sempre tem um mas, todas as atividades praticadas durante a infância devem ser supervisionadas por profissionais habilitados. Os professores responsáveis pela elaboração e supervisão das atividades devem ter formação em educação física e, preferencialmente, cursos de extensão na área em que atuam e experiência no manejo de crianças.

As atividades precisam ser lúdicas, interessantes, diversificadas. A criança fará o exercício pela diversão e prazer que ele proporciona. Neste momento, não é foco o resultado. É o desenvolvimento responsável de habilidades como força, equilíbrio, coordenação, postura.

Qualquer exercício que seja exagerado, que sobrecarregue o organismo de nossos filhos deve ser reavaliado. Pelos pais, pelo professor, pela criança.

Àqueles com intenção de formar atletas, sugiro que também procurem profissionais que possam ensinar seus filhos da maneira mais responsável possível. Sabemos que as atividades que sobrecarregam as estruturas musculares e ósseas das crianças vão acarretar em lesões graves, dor e perda da funcionalidade. Por isso, devem-se considerar os objetivos da criança. Ela quer competir? Ela sente-se feliz realizando a atividade proposta? O tempo gasto no treinamento, o cansaço, as dores (nem sempre eventuais) estão de acordo com a criança? O rendimento está afetando os resultados escolares?

Enfim! Nosso objetivo deveria ser criar crianças e futuros adultos saudáveis e felizes. O equilíbrio é ponto fundamental nessa tarefa. Jogar bola, pular amarelinha, brincar na areia num fim de tarde de sol talvez sejam suficientes em alguns momentos. Que possamos vê-los sorrir ao realizar uma tarefa e ao conquistar uma aprendizagem motora como aprender a fazer cambalhota.

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Samantha Angélica Pasa Pecce é mãe de dois meninos. O Bruno, com 11 anos e o Theo, com 3. É fisioterapeuta, formada em 1995 pelo IPA de Porto Alegre, com especialização em ortopedia/traumatologia e atuação clínica há 21 anos em diferente áreas. Atualmente é docente da Faculdade Cenecista Bento Gonçalves – CNEC.

 

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